Ellen Oléria lança seu primeiro CD, em Taguatinga
O público que a aplaudiu calorosamente, há três anos, num show em frente à Torre de TV, durante a Fête de la Musique, estava ali para assistir às apresentações de Lenine e do contrabaixista camaronês Richard Bona. Poucos, entre as mais de cinco mil pessoas ali presentes, sabiam quem era Ellen Oléria, aquela cantora de voz poderosa e performance cênica cheia de atitude e magnetismo, que mistura ritmos brasileiros com soul music e levadas de jazz.
Com quase 10 anos de carreira, Ellen começou a cantar em coro de igreja influenciada pelos pais. Aos poucos, foi conquistando espaço e fãs ao participar de eventos como o Prêmio Sesc de Música e o Festival Interno da Música Candanga (Fimca), na Universidade de Brasília (UnB) – onde formou-se há dois anos em artes cênicas – e de shows em casas noturnas.
Além de cantora, Ellen é compositora e, nas letras das músicas, busca refletir a realidade com a qual convive. Sem amarras, afirma convicta: “Canto o universo de uma negra, lésbica, criada no Chaparral, região entre Taguatinga e Ceilândia”. Aliás, sua composição mais conhecida Senzala, tem como subtítulo Feira da Ceilândia.
Depois de muitos festivais, projetos e shows, Ellen chegou finalmente ao Peça, o primeiro disco, de produção independente, gravado em outubro do ano passado, no estúdio Orbes. O lançamento oficial será hoje, às 20h, com show no Centro Cultural Sesi, em Taguatinga. A entrada é gratuita, mas o ingresso deve ser retirado na bilheteria do teatro a partir das 18h.
“Peça é resultado de trabalho duro ao longo dos últimos anos. Para concebê-lo, me vali de cachês de shows, prêmios de festivais e da força do Fundo de Apoio a Cultura (FAC)”, revela. Com produção de Rodrigo Bezerra e Marcos Pagani, ela contou, na gravação, com os músicos que a acompanham há quatro anos: o guitarrista e violonista Rodrigo Bezerra, a contrabaixista Paula Zimbres e o baterista Célio Maciel.
Fonte: Correio Braziliense



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