Camarim

Soprando beijos nos ouvidos

De tão suaves fazem arrepiar

Fechados olhos, abertos sentidos

É a Flauta lançando doçura no ar

 

O Baixo suinga seu poder de sedução

Em sua gravidade envolvente

Com toda calma e precisão

Aflora o devaneio latente

 

Instigando a sensualidade

A Gaita tira o juízo da gente

Rebola na boca sua musicalidade

Levando o gosto da pele à mente

 

Os quadris imitam o compasso

Ritmado pelo coração

O palpitar aumenta ao passo

Que a Bateria evolui na percussão

 

Geme a Guitarra no dedilhar

Escalando com corda e braço

O ápice na precisão do tocar

Cega a noção de tempo e espaço

 

O suor rega a essência das almas

Fechando mais um ciclo da natureza

O espetáculo brindado com palmas

Fundiu excitação, melodia e sutileza.

 

Marina Mara

 


Deixe um comentário


RSS dos comentários TrackBack 1 comentário

well

em 8 de janeiro de 2010

os outros a partir desse lerei amanhã.
felicidade sabe meu endereço.