Cigana
A Cigana hipnotiza a fogueira a convidando pra dançar
Travando o duelo entre o chicotear da saia e o clarão
A castanhola crepita desafiando o fogo a castanholar
Labaredas trajando saias incendeiam as cordas do violão
Rosas vermelhas exalam dos lábios, unhas e rendas
Olhar poente atrás do leque se abrindo como pavão
Gira o rendado desabrochando como flores nas cirandas
Sapateando a poeira dissipada com o serpentear da mão
O vinho barganha a sede da garganta pela que profana
Elegendo a quem brindará com seu perfume no lençol
A bebida aflora como lua cheia nos quadris daquela Ariana
Despertada com o gorjear desaparece antes do nascer do sol
A enviada das Deusas seduz o perigo e enfeitiça a morte
Seu decote afronta o mundo e sabe que nada a pode atingir
Cartomante que não só lê, mas escreve sua própria sorte
O futuro é palavra traga pelo vento, é seu dom de intuir.
Marina Mara
Date: 6 de agosto de 2009
Categorias: Poemas de Marina






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