História cultural do DF
Este mapa não se esgota com esta publicação ele é um primeiro apanhado dos espaços em que se produz a cultura, uma cidade já consolidade com todos os problemas de uma grande cidade de quase 3 milhões de habitantes.
Brasília nasceu sob o signo da arte; é uma cidade “puramente teatral” nas palavras do sociólogo Gilberto Freyre.
Vários projetos avançados de cultura, arte e educação foram abortado. Espaços foram destinados para outros fins, enquanto outros foram abertos com o rigor que se exige das condições de um teatro ou de uma galeria.
Para que o visitante ou o estudante, o pesquisador ou o habitante da cidade sinta-se em seu lugar com as condições culturais ideais é preciso que as políticas públicas saibam compreende-lá ainda em vários contornos e destinos.
Mas Brasília teve seus mestres: no teatro, Sylvia Orthoff e Dulcina de Moraes; na arquitetura, o onipresente Oscar Niemeyer, mas também Milton Ramos e Lelé Filgueiras (nos hospitais Sara); nas artes plásticas, Athos Bulcão, também quase onipresente e agora reconhecido pela grandeza de suas intervenções na arquitetura. Na música, mestres como Levino de Alcântara, Claudio Santoro e Jorge Antunes colaboraram para diversas estações e na preparação de novos músicos que hoje percorrem o mundo.
Na filosofia, a presença de Eudoro de Souza foi determinante para o ensino na Universidade de Brasília, criando o Círculo de Estudos Clássicos da UnB. Na literatura, aqui moraram nomes como Ferreira Goulart, João Cabral de Melo Neto, Cyro dos Anjos, Dinah Silveira de Queiroz e Marly Vieira Nas áreas dos espetáculos, Brasília surpreendeu o Brasil nos anos 80 como a Capital do Rock, a partir de uma geração de músicos que tiveram projeção nacional capitaneados pelo gênio de Renato Russo. Cássia Eller aqui também começou sua carreira, infelizmente interrompida dramaticamente. Como esquecer que Ney Matogrosso é em parte um homem de Brasília? Ou Roberto Corrêa?…
Entre os eventos que hoje dão qualidade à cultura que se produz e veicula na cidade, podemos destacar os concertos habituais da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, todas as terças, o jogo de cena, o Festival Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília, o Festival de Inverno do Departamento de Música da UnB, O Porão do Rock, o Festival de Cena Contemporânea, o Seminário Internacional de Dança, da mestra Gisèle Santoro, a Bienal Internacional de Poesia, lançada em 2008 pela Biblioteca Nacional, o encontro de Folia de Reis na Granja do Torto, o Festival Internacional de Cinema da Academia de Tênis e O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o mais duradouro e polêmico do país momento em que Brasília torna-se realmente uma cidade de projeção nacional por isso, Brasília tem seu perfil socio-cultural e artístico em andamento. A cidade costuma surpreender seus próprios habitantes com iniciativa singulares com a soma dos sotaques regionais com a revelação de nomes já nascidos e formados na cidade.
Seus palácios guardam obras de gênios e uma cultura popular se desdobra em vários modos de expressão. Os bens imateriais tombados pelo patrimônio atestam essa diversidade: O Ideário pedagógico de Anísio Teixeira , as rodas e desfiles de samba da Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro, ARUC, o terreiro do mestre de bumba-meu-boi de Seu Teodoro, o persistente Clube do Choro e o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Date: 25 de agosto de 2009
Categorias: Guia Cultural do DF





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