Versão brasileira: Herbert Richers
Faleceu na madrugada sexta-feira o produtor Herbert Richers, um dos pioneiros na dublagem cinematográfica no Brasil. Ele tinha 86 anos e foi o criador da empresa Herbert Richers S.A., responsável pela dublagem de milhares de filmes e programas exibidos nos cinemas e nas televisões brasileiras. O seu corpo está sendo velado nesta tarde, na capela 1 do cemitério Memorial de Carmo, no Rio, em uma cerimônia fechada, antes de ser cremado.
Com o anúncio “versão brasileira: Herbert Richers”, o empresário teve seu nome conhecido por milhões de pessoas, se tornando um dos nomes mais populares relacionados ao cinema brasileiro, mesmo sem muitos nem entenderem direito o que significava a sua função. Desde o último dia 8 ele estava internado na Clínica São Vicente, no Rio, em decorrência de problemas nos rins.
Ele nasceu em Araraquara, interior de São Paulo, em 11 de março de 1923, e se mudou para o Rio aos 19 anos. Em 1950 ele abriu sua produtora, responsável por 57 filmes. A maioria eram comédias da fase final da Chanchada, mas ele também produziu filmes importantíssimos da cinematografia nacional como Vidas secas e Fome de amor, de Nelson Pereira dos Santos, O assalto ao trem pagador e Selva trágica, de Roberto Farias.
A ideia de investir em dublagem veio após visitar os estúdios da Disney, em Hollywood, e aprender sobre a técnica que já era muito utilizada nos Estados Unidos e foi vista como a solução para exibir obras estrangeiras na televisão. Sua empresa era responsável por dublagem de filmes, séries, novelas e desenhos animados, conquistando toda uma geração com suas apresentações em português. A dublagem brasileira é frequentemente citada por estúdios americanos como uma das melhores e mais respeitadas do mundo.
Fonte: cinema.com.br
Date: 20 de novembro de 2009
Categorias: Cinema



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