Fluir

Quero sentir seiva circulando nas veias

e que minhas madeixas farfalhem na brisa como folhagens

Quero me deixar levar pela ventania e penetrar na

festa que fazem as folhas do outono no ar

Quero ser uma flor caindo na correnteza de um rio

dançando entre pedras e galhos com a sutileza da bailarina

Quero ser o olhar para deslizar pelas linhas de um poema

num emaranhado de pensamentos e sensações de

alguém que transcreveu o seu pulsar

Quero abrir as janelas da essência da vida e fechar as portas

para que nada me possa escapar

Quero que na realidade para onde viajo ao adormecer

eu seja bicho para me sentir parte desse tão sublime espetáculo

chamado natureza.

 

Marina Mara


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J. Pacha

em 13 de agosto de 2009

Fada-poeta,

Mais xamânico que isso não dá. Parabéns, vejo que andas fazendo a lição de casa.

A-ho!