Bras-Ilha*

O Ipê não se demora

A enfeitar sua primavera

De olhar exótico, Alvorada e aurora

Nos fita com céu que seu povo venera

 

Um sutil ritual a faz genuína

Por seis meses se põe a chorar

E quando não chora essa menina

Guarda seu pranto no Lago Paranoá

 

Cerrado de excêntrica arquitetura

Possui as bênçãos de uma Catedral

A crença nascida da mescla de cultura

Compõe a alma da brasileira Capital

 

Marina Mara

 

 

*Chamar a Capital Federal de Bras-Ilha é uma maneira de reconhecer um brasiliense onde quer que ele esteja, pois o termo se tornou, há muito tempo, de domínio público candango. Essa explicação serve para sanar qualquer dúvida acerca de direitos autorais sobre o título do poema, inclusive, já premiado na cidade.

 


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RSS dos comentários TrackBack 1 comentário

Poeta Matemático

em 20 de setembro de 2009

Nossa, muito bonito, singelo…

Capta bem o espírito da “Brasiliênsia”…

Parabéns