Os Anjos de Augusto

Share

 

Os Anjos de Augustos são anjos caídos

De asas corroídas pela peste voraz

Que nasce do ego e dos sonhos idos

Do tipo que alimentava e agora jaz

 

Os escarros e os escárnios bradavam

De modo a ensurdecer a sociedade

Que por incompetência, só o maldiziam

Como se podre não fosse sua banalidade

 

Os seres noturnos são transparentes

Têm hábitos que refletem o avesso

Já os honrados cidadãos imponentes

Dissimulam sua natureza a todo preço

 

Os Anjos de Augusto, sinônimo de agosto

Esses sim caíram direto aqui no inferno

Para mostrar das inverdades o seu oposto

E toda a realeza que habita seu lado interno

 

Marina Mara

 

 

 

 

Share

Deixe um comentário


RSS dos comentários TrackBack 3 comentários

Bruno Santos

em 10 de outubro de 2009

E viva Augusto dos Anjos, o poeta dos escarros! O mais profundo de todos na minha opinião. Agora, você.
Adorei! Parabéns!

BJr.


Gilberto Fernandes Teixeira

em 29 de dezembro de 2010

Augusto dos Anjos é a sua conciência morcego, Dentro de um homem há uma caverna inesplorada sua própria conciência.


Gilberto Fernandes Teixeira

em 30 de dezembro de 2010

“Augusto dos Anjos e a sua conciência morcego”
Dentro de um homem há uma caverna inexplorada sua própria conciência é o morcego das horas sólitárias.
Céu e inferno pouco importam, a carne é que alimenta os vermes
para eles o escarnio é doce, a sociedade é podre pois não o deu reconhecimento em vida, Augusto tem um pouco de todo poeta
que morre esquecido, seus poemas ficaram para os vermes, vermes humanos.

Ps: Favor apagar o primeiro comentário.(não estou enxergando as letras em azul)