Ex libris, a arte – psicodélica – de identificar livros
Ei, amigo (diz alguém que nem seu amigo é), me empresta seu carro? Devolvo na próxima semana. Você emprestaria?
Pois bem, em meados do século oito, na Europa, o preço de um livro equivalia ao valor de um carro popular “zero ca-eme”. Pedir um livro emprestado, naquela época, soava tão estranho e abusivo quanto a pergunta inicial do texto.
Já que os meios de produção em série inexistiam e cada livro era feito artesanalmente, os escritos possuíam valor inestimável e poucos tinham acesso a eles. E, pensando em proteger esse patrimônio, foi criado o ex libris, uma estampa colada no verso da capa de antigos livros com a identificação de seu proprietário. A expressão latina significa, literalmente, dos livros, porém, uma tradução mais acertada e utilizada é propriedade de.
As ilustrações eram inusitadas. Apresentavam imagens de erotismo surrealista, bem-humorados simbolismos com traços de arte urbana, entre outros, tornando-se verdadeiras obras de arte encomendadas pelos abastados leitores. No Brasil, o ex libris chegou em 1903, trazido pelo artista Eliseu Visconti, precursor do Art Nouveau nas artes gráficas do País.
Na galeria de imagens, abaixo, há alguns exemplos dessa arte que percorreu o mundo (há algum tempo). O mais interessante é que muitas delas apresentam identidade visual tão contemporanea que muitos arriscariam dizer que acabaram de sair do forno gráfico de algum artista conceitual-cibernético.
Conheça mais sobre ex libris clicando aqui. Deleitem-se.
Por, Marina Mara.
Date: 16 de fevereiro de 2010
Categorias: Crônicas e Líricas, Leitura





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