Correntes

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Descobri o que são elos em minha vida corrente

Pois os elos da corrente das leis “humanas”

Me aprisionaram a seu mundo estranho

E de seu rebanho fui a ovelha negra

Segregada por amar, reprimida por chorar

O vento foi traiçoeiro, veio sorrateiro

Me atiçou trazendo lascívia em seu hálito

E como força do hábito meu corpo se inflamou

E minha boca declamou a obscenidade

Que em cada canto da cidade a ventania

Se encarregou de espalhar

Então minhas palavras logo se tornaram furacão

Que perturbaram a alma e devastaram a calma

Trajados de armaduras e armados de euforia

Seguiram em romaria, minha pele farejando

E me cercando com olhares que me condenaram

Os pastores ordenaram que levassem pedras nas mãos

Assim, os falsos irmãos, pelo meu pecado de enxergar

Vieram a me cegar lançando então a primeira

Mas somente a derradeira que alguém jogou

Me libertou ao cair sobre minha corrente

E como minha mente, um elo se abriu

E fugiu a minha essência para o espaço

Ao passo que não mais existiria traição

Pela profanação de minha voz

Lá não haveria ouvido algoz capaz de deturpá-la

Aquele julgamento foi meu rito de passagem

Foi a viagem de volta ao meu lugar

O meu lar, onde minhas palavras gorjeiam

Onde meu olhos chovem e fazem brotar beleza

E a mãe natureza me dá colo para nanar

De dia me visto de mar, à noite me visto de lua

Mas prefiro a alma nua, é melhor para voar.

 

 

Marina Mara

 

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RSS dos comentários TrackBack 2 comentários

elaine lina

em 14 de setembro de 2009

ei, to sempre por aqui, lendo seus textos. bjos,

adoooooro


Lia Lee

em 14 de setembro de 2009

Simplismente lindo…… adoro suas poesias!