O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde
O texto, escrito em 1890, conta a história de um jovem que tem seu retrato pintado por um artista. Por algum estranho motivo, esse retrato passa a receber as marcas do tempo e da degradação, enquanto o próprio Dorian permanece imaculado. Diante da possibilidade de gozar impunemente os prazeres da vida, o personagem busca uma existência livre de sofrimento.
Um jovem de beleza apolínea. Um pintor fascinado pela perfeição do rapaz. Um aristocrata refinado e envolvente, que incita o jovem a tomar consciência de sua beleza e do poder inerente a ela. A partir desses três personagens, uma obra prima é conduzida, um caminho que parte da ingenuidade e deságua na ruína. Com duração de 60 minutos, a peça aborda com atualidade questões importantes como o dilema de um mundo que valoriza cada vez mais a juventude e a aparência física. De acordo com o ator Gilson Montblanc, a adaptação do livro para a linguagem teatral busca um paralelo com o universo de hoje, sem se distanciar-se da essência do original. “Trata-se, sem dúvida, de um trabalho delicado, dada a quantidade de simbolismos inseridos nesta obra e a diversidade de leituras possíveis”, conclui o ator.
Serviço:
25 de maio às 20h no Teatro do SESI – Taguatinga Norte
Entrada franca.



Últimos comentários