<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Marina Mara - Sítio oficial &#187; Crônicas e Líricas</title>
	<atom:link href="http://www.marinamara.com.br/category/cronicas-e-liricas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.marinamara.com.br</link>
	<description>Literatura, arte, música e muito mais</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Feb 2012 20:25:10 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Tom Zé fala sobre Marina Mara</title>
		<link>http://www.marinamara.com.br/2011/12/18/o-filho-brasileiro-de-frida-e-trotsky/</link>
		<comments>http://www.marinamara.com.br/2011/12/18/o-filho-brasileiro-de-frida-e-trotsky/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 22:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>
		<category><![CDATA[A real biografia de Tom Zé]]></category>
		<category><![CDATA[filho de Frida Khalo]]></category>
		<category><![CDATA[Frida Khalo]]></category>
		<category><![CDATA[Frida Khalo e Trotsky]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Amado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marinamara.com.br/?p=6105</guid>
		<description><![CDATA["Marina Mara escreveu este texto contando que sou filho de Leon Trotsky e de Frida Kahlo. Essa ascendência clareia, Marina, muitas questões e encrencas experimentadas na infância e na adolescência. Ter sabido antes teria desatado uma maçaroca de nós. 
Marina foi a um show que fiz em Brasília e escreveu minha origem biográfica com uma capacidade rara. O atual caminho de busca do individualismo por parte dos escritores dá resultados dignos de nota, mas é comum que não se afastem muito de um eixo pessoal que  fecha asas e restringe os passos. Com as exceções literárias que os leitores conhecem, por certo. Marina é de uma outra estirpe, ela voa, distancia-se e entrega um texto rico ao leitor. É prazeroso lê-la, ela tem inteligência."

Tom Zé.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Após enviar o texto abaixo, recebi uma resposta linda, do tamano de Tom Zé, segue: </p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Marina Mara escreveu este texto contando que sou filho de Leon Trotsky e de Frida Kahlo. Essa ascendência clareia, Marina, muitas questões e encrencas experimentadas na infância e na adolescência. Ter sabido antes teria desatado uma maçaroca de nós.<br />
Marina foi a um show que fiz em Brasília e escreveu minha origem biográfica com uma capacidade rara. O atual caminho de busca do individualismo por parte dos escritores dá resultados dignos de nota, mas é comum que não se afastem muito de um eixo pessoal que  fecha asas e restringe os passos. Com as exceções literárias que os leitores conhecem, por certo. Marina é de uma outra estirpe, ela voa, distancia-se e entrega um texto rico ao leitor. É prazeroso lê-la, ela tem inteligência.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>O filho brasileiro de Frida Khalo e Trotsky</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="O filho brasileiro de Frida" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/12/O-filho-brasileiro-de-Frida.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-6106" title="O filho brasileiro de Frida" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/12/O-filho-brasileiro-de-Frida-300x218.jpg" alt="" width="300" height="218" /></a>Coyoacán – México, janeiro de 1936. O casal de pintores mexicanos Frida Khalo e Diego Rivera se separa, novamente; Frida havia descoberto o romance que Diego mantinha com sua irmã mais nova, Cristina Khalo. Mesmo amando-o mais que a sua própria pele, Frida, que havia perdoado várias traições do marido, não suportou sua falta de lealdade e entrou em profunda depressão. Diego então muda-se para um apartamento na Cidade do México e Frida continua na Casa Azul, sentindo no peito dor de amor enterrado vivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa época, exilado e correndo risco de morte, chega ao México Leon Trotsky, o ex-líder Bolchevique o qual Stalin perseguia mundo a fora. E não era por saudade. Trotsky era amigo de Diego Rivera, que havia oferecido sua casa como esconderijo por quanto tempo fosse necessário. Ao chegar a Coyoacán era quase madrugada e Trotsky ainda não sabia sobre o rompimento do casal, por isso foi pedir abrigo na Casa Azul. Mesmo sem a presença de Diego, Frida insiste em acolher Trotsky – por quem dedicava grande admiração intelectual. Se inteligência é afrodisíaco, imagina então somada a um bom vinho e a uma bela dor de cotovelo. Não deu outra, Frida e Trotsky se amaram até o dia amanhecer. Porém, um detalhe que não aparece em nenhuma biografia é o fato de que Frida engravidou de Trotsky naquela noite e o filho do casal, por questões de segurança, foi mandado para o Brasil, onde reside até os dias atuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo nos primeiros meses do menino, Trotsky se muda para a casa de Frida, já reconciliada com Rivera, para ajudá-la na educação daquele que acreditavam ser algum Messias; afinal uma sucessão de ironias fazia do bebê um líder perfeito, pois era a materialização da controvérsia do mundo. Batizado como Messias Khalo Y Leon, tinha avós maternos alemães e os paternos eram judeus. Pai Ucraniano e mãe latina. Além disso, ter um filho era o sonho Frida, que havia quase desistido da maternidade após diversas tentativas frustradas com Diego – era quase um milagre.</p>
<p style="text-align: justify;">O Messias era tudo para Frida, por isso, temendo que Stalin usasse o bebê para vingar-se de Trotsky, os pais mantiveram seu nascimento em segredo. Então, o futuro líder da controvérsia humana seguiu viagem com um amigo do casal para a cidade de Irará, na Bahia, levando consigo uma boa quantia em dinheiro para garantir sua educação. Frida e Trotsky sabiam que provavelmente não veriam mais o filho e que porém não passariam um dia sequer sem pensar nele. O amigo que ajudou a salvar o bebê era o escritor Jorge Amado que, pouco tempo após entregá-lo a tal família, foi preso por participação em movimentos comunistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para justificar a grande quantia em dinheiro, os novos pais do menino disseram ter tirado a sorte grande na loteria e, por recomendação dos pais biológicos, trocaram seu nome. O Messias então passou a se chamar Antônio José Santana Martins, que tem uma inegável semelhança física e intelectual com seus pais. Antônio nunca soube de sua origem &#8211; até a publicação deste texto -, porém ao ler entenderá por que nunca conseguiu decidir-se entre o ativismo político e a arte. Dúvida essa que o levou a criar um genuíno ativismo-político-musical e a mudar de nome mais uma vez. O menino a partir de então ficou conhecido por Tom Zé, um dos artistas mais interessantes de seu tempo.</p>
<p style="text-align: right;">Por Marina Mara</p>
<p style="text-align: left;">*este texto foi publicado no <a href="http://tomze.blog.uol.com.br/arch2010-12-26_2011-01-01.html" target="_blank">blog do Tom Zé.</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marinamara.com.br/2011/12/18/o-filho-brasileiro-de-frida-e-trotsky/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A estreia da estria</title>
		<link>http://www.marinamara.com.br/2011/12/17/a-estreia-da-estria/</link>
		<comments>http://www.marinamara.com.br/2011/12/17/a-estreia-da-estria/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 16:09:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marinamara.com.br/?p=5447</guid>
		<description><![CDATA[Poucos anos atrás ninguém sabia o que era estria, celulite e nem que o eufemismo de ruga era marca de expressão. Isso até a indústria de massa fabricar complexos em relação aos nossos cabelos, nossos seios, nossa cara; para então nos vender algum tipo de reparador para as “imperfeições”.
É mais ou menos assim: a indústria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F12%2F17%2Fa-estreia-da-estria%2F&amp;title=A%20estreia%20da%20estria"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="Gordinha e linda" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Gordinha-e-linda.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5448" title="Gordinha e linda" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Gordinha-e-linda-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Poucos anos atrás ninguém sabia o que era estria, celulite e nem que o eufemismo de ruga era marca de expressão. Isso até a indústria de massa fabricar complexos em relação aos nossos cabelos, nossos seios, nossa cara; para então nos vender algum tipo de reparador para as “imperfeições”.</p>
<p style="text-align: justify;">É mais ou menos assim: a indústria de cosméticos cheia da grana descobriu uma fórmula para amenizar umas tais estrias que até então eram só marquinhas de crescimento. Aí a mídia, combinadinha com a tal indústria, bombardeou as estrias na TV, nas revistas e até mandinga para tirar do seu corpo as coitadinhas já ouvi dizer que tem, como se elas fossem o próprio coisa-ruim. Pronto. Agora várias mulheres, felizes consigo até então, já têm a quem rejeitar. A si mesmas. Sentimento esse que as levou às casas de cosméticos em busca de autoaceitação.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que não sou adepta de sobrancelhas de Frida Khalo e axilas a la Baby Consuelo. É lindo se cuidar, se amar. Minha birra é contra um só padrão imposto a todas as mulheres sendo que cada mulher é única. Cada mulher tem sua beleza. Tem seu encanto genuíno. Estaremos sempre lindas enquanto vestirmos nossa autoestima, afinal, é a moda que deve se adaptar a nosso estilo de vida e não nós ao dela. Caso contrário, faremos parte de um exército de mulheres igualmente infelizes e alheias à própria beleza.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem é esse ditador que usa o codinome moda? Imagine só seu carrasco-estilístico lendo o veredito: a ré foi acusada de usar bordô na estação do magenta e por isso a declaro cafona. E tchan! Num passe de mágica você se transforma numa cafona de bordô, carregando um rótulo dado por&#8230; quem mesmo? E quanto a verdadeira beleza: também somos lindas levando as crianças ao colégio, amamentando, virando noites sobre apostilas e livros, resolvendo problemas do trabalho enquanto pensamos em como resolver os de casa. E para quem disser o contrário, reúna todo o poder de sua TPM na potência máxima, olhe para a pessoa e diga na fé: eu sou linda (e seja). Quem seria louco de discordar?</p>
<p style="text-align: justify;">Há algumas dicas de como fugir dessa ditadura. A primeira é para quando você estiver comprando roupas, seja na loja, na feira ou no camelô. Fique atenta: se a vendedora chamar uma calça ou uma blusa de Helena, por exemplo, fuja. A imposição é tão explícita que inclusive colocam o nome da mocinha das oito nos modelitos produzidos aos milhares. A segunda e mais importante dica é ter senso. Se cabelos loiros, saias curtas, decotes ou chapéus estão novamente à disposição nas vitrines, use o que combinar com você e não com a mocinha-photoshop-da-vez. E um toque: só se destaca quem é diferente, então seja você, seja única.</p>
<p style="text-align: justify;">É cacheada? Hidrate e assuma seus cachos. Tem uma cicatriz? De cara uma boa história para contar. É branquinha? Use vermelho. Quer mudar a cor, a cara? Mude, tatue, pinte e borde, desde que isso a faça parecer cada vez mais com você mesma.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Com amor, MM.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F12%2F17%2Fa-estreia-da-estria%2F&amp;title=A%20estreia%20da%20estria"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marinamara.com.br/2011/12/17/a-estreia-da-estria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>De Repente Hip Hop</title>
		<link>http://www.marinamara.com.br/2011/12/07/de-repente-hip-hop/</link>
		<comments>http://www.marinamara.com.br/2011/12/07/de-repente-hip-hop/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 12:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marinamara.com.br/?p=7237</guid>
		<description><![CDATA[Tudo na capital federalé tão setorizado que até seus habitantes são agrupados por sotaque. No caso da Ceilândia, onde a maioria é de Nordestinos, muitos novos brasilienses cresceram ao som do repentee aprenderam com seus pais a rimare a amar a terra onde nasceram. Passaram-se os anos, vieram outras influências musicaise a sanfona dos pais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F12%2F07%2Fde-repente-hip-hop%2F&amp;title=De%20Repente%20Hip%20Hop"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="MM Hip Hop 1995" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/07/MM-Hip-Hop-1995.jpg"></a><a class="lightbox" title="Marina Mara 1995" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Marina-Mara-1995.jpg"></a><a class="lightbox" title="MM Hip Hop 1995" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/07/MM-Hip-Hop-1995.jpg"></a><a class="lightbox" title="hip-hop" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/07/hip-hop.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7245" title="hip-hop" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/07/hip-hop.jpg" alt="" width="216" height="159" /></a>Tudo na capital federalé tão setorizado que até seus habitantes são agrupados por sotaque. No caso da Ceilândia, onde a maioria é de Nordestinos, muitos novos brasilienses cresceram ao som do repentee aprenderam com seus pais a rimare a amar a terra onde nasceram. Passaram-se os anos, vieram outras influências musicaise a sanfona dos pais se tornou a pick-up dos filhos, a xilogravura virou grafite e o rastapé agora é quase acrobático &#8211; e assim, de Repente, Ceilândia se tornou referência em Hip Hop.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande parte de minha adolescência morei na Ceilândia, que, pelos sprays da DF Zulu, educou meu olhar para o Grafite. Lá aprendi que o Hip Hop não é uma questão de preferência musical, mas de posicionamento social. Na época dessa foto, em 1995, eu tinha dezesseis anos e era B. Girl (dançarina de Hip Hop) e fazia parte dos Cover Boys, grupo formado basicamente pela galera da Ceilândia. Nossos rachas eram geralmente em frente ao Conjunto Nacional e lá, no último sábado do mês, resolvíamos nossas desavenças no meio da roda, com a dança&#8230; mesmo sem ter desavença alguma, só pra manter a marra.</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu nunca consegui fazer cara de mau, desenvolvi meu jeito de desafiar os dançarinos, que vinham de todo o DF, principalmente de Planaltina, Gama e às vezes de Goiânia. Em um desses rachas, duas enormes dançarinas negras vindas da capital goiana me desafiaram, entrando na roda e dançando controucê,controu vê &#8211; iguaizinhas e muito bem por sinal. Como final da apresentação, uma simulou arrancar a minha cabeça e lançar para a outra como uma bola de basquete – seus amigos aplaudiram.</p>
<p style="text-align: justify;">Desafiada e com a responsabilidade de representar o meu grupo, entrei na roda e mostrei tudo o que sabia. Porém, ao final, retirei meu chapéu e fingi tirar uma flor de dentro, então, Charlie Chaplimente, entreguei-a àquela que há poucos minutos havia me degolado em praça pública. A roda lo-ta-daveio a baixo em aplausos. Não satisfeita com a degola, agora a Mike Tyson do Hip Hop me fuzilava com o olhar e eu, com meus poucos quilos, rezava para São GOG me ajudar a chegar em casa ilesa, mas sem deixar transparecer, claro.</p>
<p style="text-align: justify;">É chegado o fim do racha e o início de meu desespero, pois a caravana-zangada de Goiânia era duas vezes maior que a nossa. Para minha sorte, eles desapareceram e eu voei rumo à rodoviária. Chegando lá procurei pelo meu ônibus, porém, o que eu encontrei foi a degoladora, bem na minha frente, parecendo ser ainda maior e mais forte devido ao meu cagaço. Ela então me estendeu a mão e disse: “pra uma branca, até que você dança direitinho”. Eu apertei a mão dela e sorri com todos os dentes, agora, sem medo de perdê-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda no ônibus, já cegando em casa, eu e meu intacto-rostinho-branco respirávamos aliviados enquanto assistíamos a um dos mais lindos pores-do-sol que já vi – o da Ceilândia e, no meu walkman,o poeta do Hip Hop cantava o meu hino da época:</p>
<p style="text-align: justify;">“Brasília Periferia&#8230;Brasília Periferia”.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: right;">Marina Mara 06 dejulho de 2011</p>
<p style="text-align: center;"><a class="lightbox" title="MM Hip Hop 1995" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/07/MM-Hip-Hop-1995.jpg"><img class="size-full wp-image-7247 aligncenter" title="MM Hip Hop 1995" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/07/MM-Hip-Hop-1995.jpg" alt="" width="450" height="300" /></a> </p>
<p style="text-align: left;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F12%2F07%2Fde-repente-hip-hop%2F&amp;title=De%20Repente%20Hip%20Hop"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marinamara.com.br/2011/12/07/de-repente-hip-hop/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>#Versificados em Buenos Aires</title>
		<link>http://www.marinamara.com.br/2011/11/20/versificados-em-buenos-aires/</link>
		<comments>http://www.marinamara.com.br/2011/11/20/versificados-em-buenos-aires/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 18:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>
		<category><![CDATA[#versificados]]></category>
		<category><![CDATA[poesia nos classificados]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marinamara.com.br/?p=4399</guid>
		<description><![CDATA[Imagine você zapiando pelas páginas dos Classificados, procurando fazer um bom negócio ou lendo porque não tem nada melhor para fazer, e de repente depara-se com um poema-anúncio. Há como lê-lo e não sorrir por dentro?
Trata-se do projeto #Versificados, uma ideia que vem criando asas e voando por Classificados de várias cidades brasileiras e outros países [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F11%2F20%2Fversificados-em-buenos-aires%2F&amp;title=%23Versificados%20em%20Buenos%20Aires"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="#versificados em Buenos Aires" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/06/versificados-em-Buenos-Aires.jpg"></a><a class="lightbox" title="#versificados em Buenos Aires 3" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/06/versificados-em-Buenos-Aires-3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4404" title="#versificados em Buenos Aires 3" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/06/versificados-em-Buenos-Aires-3-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Imagine você zapiando pelas páginas dos Classificados, procurando fazer um bom negócio ou lendo porque não tem nada melhor para fazer, e de repente depara-se com um poema-anúncio. Há como lê-lo e não sorrir por dentro?</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se do projeto #Versificados, uma ideia que vem criando asas e voando por Classificados de várias cidades brasileiras e outros países com a colaboração de vários poetas brasileiros anônimos ou nem tanto.  A ideia tão simples e tão pertinente é do poeta brasiliense Antônio Araújo Júnior que posta os anúncios no blog <a href="http://www.versificados.blogspot.com/">www.versificados.blogspot.com</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao ser convidada a participar do #Versificados, logo me animei e como muitos já haviam colocado nos jornais mais convencionais, quis valorizar a ideia levando-a para outros ares – e pensei, e por que não Buenos Aires? Nossos hermanos merecem; ainda mais em tempo de Copa no qual essa “xenoforicha” contra os hermanos fica tão aparente. Cartão vermelho para qualquer tipo de discriminação.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, incumbi um amigo e grande escritor, Artur, que está tocando projetos na capital argentina, a colocar um poema nos classificados do Clarín assinado pelo projeto #Versificados. Artur então coloca em español o poema sobre o signo de Câncer que foi recém publicado em meu livro <a href="http://www.sarausanitario.com" target="_blank">Sarau Sanitário.com</a> &#8211; <em>Si Portinari murió intoxicado por tinta, luego tengo el derecho de morir de amor.  </em></p>
<p style="text-align: justify;">E Artur me respondeu assim:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">As coisas acontecem como tem que acontecer, quando tem que acontecer. Foi assim: como não uso cartão de crédito, achei por bem ir lá pessoalmente solicitar a inclusão do anúncio. Descobri que há uma estaçao de atendimento dos classificados há poucas quadras da minha casa. Fui numa caminhada agradável na quarta à tarde, apsseando pelo caminho, vendo as folhas de outono mudarem de cor, cairem de suas respectivas árvores e forrarem o chão feito um tapete amarronzado. Chegando à Ciudad de la Paz, quase esquina com a Frederico Lacroze, descubro a porta com a logo do Clarín. A porta estava fechada, e havia um aviso dizendo que só era permitido uma pessoa por vez. Aperto a campainha e espero que o senhor que lá dentro estava terminasse de comprar suas linhas nás páginas de classificados. Quando pude entrar, de cara a mocinha me pergunta:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;Que rubro buscás? Empleos, autos?&#8221; E eu:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;Mira, es que se trata de un poema de&#8230;&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;Un poema?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;Si, de un proyecto de Brasil que&#8230;&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;Un proyecto? A ver&#8230;&#8221; E faz sinal para que eu te mostre o papelzinho para que ela entendesse. Eu passo por umburaquinho que tem embaixo do blindex que nos separa. &#8220;Ah, bueno, esto es una frase. Puedes ponerlo en el sector de mensajes, querés?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;Dale.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;Leemelo vos, entonces.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;Bueno. &#8216;Si Portinari mu&#8230;&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;Porti quien? Mostramelo.&#8221; Eu passo de novo o papel e ela escreve e me mostra na telinha que tem do meu lado pra que eu veja se está certo. Eu assinto que sim e seguimos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;&#8216;Si Portinari murió intoxicado por tinta, luego tengo el derecho de murir de amor.&#8217; No sé como se llama este simbolo (e mostro o jogo da velha # desenhado)&#8230;&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;Yo tampoco. Fulanito, como se hace para poner este simbolo acá?&#8221; O cara vem e aperta alt alguma coisa e seguimos. &#8220;Esta dirección de mail es asi? &#8216;@poetamarinamara&#8217;?&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;No es una dirección, solo su nombre. Pero hay que pornelo asi, todo pegado&#8230; Esto si, que sigue, es una dirección de un sítio de web.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">- &#8220;Fulanito, no hay problema en poner dirección de web, no?&#8221; Ao que o sujeito reponde que não, e ela comenta &#8220;es que no es comun que pongan direcciones acá.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333399;">Enfim, terminamos de acordar a formatação do anúncio, para que o endereço da página não ficasse todo numa linha só e não parecesse que tinha um &#8211; travessão no meio. Peguei o comprovante e a mocinha me disse que iria sair no &#8216;diário&#8217; de sexta e me desejou &#8217;suerte&#8217;, como é de costume dizer por aqui, como uma convenção. No caminho de volta pra casa, comprei dois maços de &#8216;albahaca&#8217;, manjericão, e me pus a andar e pensar no pesto que eu ia fazer e no anúncio que iria ler em dois dias. Eis o resultado, espero que seja do seu agrado. A vida é boa, é dura e é leve, a la vez. Agora já tem um pedacinho seu circulando pelas ruas de Buenos, um acalento.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Amei.</p>

<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/11/20/versificados-em-buenos-aires/versificados-em-buenos-aires-2/' title='#versificados em Buenos Aires'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/06/versificados-em-Buenos-Aires-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="#versificados em Buenos Aires" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/11/20/versificados-em-buenos-aires/versificados-em-buenos-aires-1/' title='#versificados em Buenos Aires 1'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/06/versificados-em-Buenos-Aires-1-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="#versificados em Buenos Aires 1" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/11/20/versificados-em-buenos-aires/versificados-em-buenos-aires-3/' title='#versificados em Buenos Aires 3'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/06/versificados-em-Buenos-Aires-3-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="#versificados em Buenos Aires 3" /></a>

<p> </p>
<div style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="#versificados em Buenos Aires" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/06/versificados-em-Buenos-Aires.jpg"></a></div>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F11%2F20%2Fversificados-em-buenos-aires%2F&amp;title=%23Versificados%20em%20Buenos%20Aires"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marinamara.com.br/2011/11/20/versificados-em-buenos-aires/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Banksy quis</title>
		<link>http://www.marinamara.com.br/2011/11/19/banksy-quis/</link>
		<comments>http://www.marinamara.com.br/2011/11/19/banksy-quis/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 13:31:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>
		<category><![CDATA[arte urbana]]></category>
		<category><![CDATA[banksy tatoo]]></category>
		<category><![CDATA[grafite]]></category>
		<category><![CDATA[tatoo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marinamara.com.br/?p=5405</guid>
		<description><![CDATA[Todo artista é meio ativista, ou deveria ser. Quando ele entende que a arte tem papel transformador na vida das pessoas é como se recebesse o super-poder de tornar a humanidade mais&#8230; humana, ou pelo mais atenta ao que está por aí. É nesse momento que a arte deixa de ser só profissão ou hobbie [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F11%2F19%2Fbanksy-quis%2F&amp;title=Banksy%20quis"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="Tatoo Banksy" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Tatoo-Banksy.JPG"><img class="alignleft size-medium wp-image-5406" title="Tatoo Banksy" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Tatoo-Banksy-300x225.jpg" alt="" width="210" height="158" /></a>Todo artista é meio ativista, ou deveria ser. Quando ele entende que a arte tem papel transformador na vida das pessoas é como se recebesse o super-poder de tornar a humanidade mais&#8230; humana, ou pelo mais atenta ao que está por aí. É nesse momento que a arte deixa de ser só profissão ou hobbie para se tornar missão. Um exemplo disso é o artista de rua Banksy, que por meio de seus stencils e grafites coloca o dedo na ferida da hipocrisia com muita criatividade e pertinência. Banksy nasceu em Detroit, em 1975, e é o grafiteiro mais famoso do mundo, porém, faz questão de não revelar sua verdadeira identidade, afinal, muitos ainda acham que ativistas são vândalos ou contraventores. E ele precisa estar livre para ser o Banksy.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo artista é meio diferentão, já reparou? Acredito que seja reflexo da liberdade e da inquietação que devem habitá-lo e seduzi-lo para então serem transformadas em arte. Vejo os bons artistas como seres iluminados, quase um tipo de médium-lírico escolhido para dar voz à entidade Arte. E feliz é aquele que recebe tal dádiva com humildade e a usa em benefício de melhorar nossa casa, Gaia. E Banksy entendeu logo o papel social de sua arte, deixando os holofotes para quem almeja a fama, optando pelo sucesso em seu trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem já viu aquele stencil de um rapaz arremessando um buquê de flores como se fosse um coquetel molotov? E aquela imagem anti-homofobia dos dois guardas britânicos se beijando apaixonadamente? Os sprays de Banksy também protestaram contra as guerras, o consumismo, a Disney, o McDonald´s, enfim, contra aqueles que estão arruinando nosso planeta com a ajuda de pessoas que hipnoticamente acreditam amar-muito-tudo-isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Em homenagem a esse ativista do stencil, tatuei em meu ombro direito uma de suas ilustrações, com uma pequena alteração no desenho original, no qual o balão tem formato de coração. Em minha tatoo, o vento carrega da menina somente um balão vermelho. Não gosto de laços, flores ou corações – os acho óbvios demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito artista pôde fazer, mas não quis. Banksy quis.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">MM.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F11%2F19%2Fbanksy-quis%2F&amp;title=Banksy%20quis"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marinamara.com.br/2011/11/19/banksy-quis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Como me tornei poeta</title>
		<link>http://www.marinamara.com.br/2011/11/06/como-me-tornei-poeta/</link>
		<comments>http://www.marinamara.com.br/2011/11/06/como-me-tornei-poeta/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 00:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marinamara.com.br/?p=7167</guid>
		<description><![CDATA[Era junho e eu tinha uns nove anos de idade, talvez dez. Toda a molecada da rua estava sentada nas calçadas das casas, no asfalto e onde mais coubesse mais um cortador ou colador de bandeirola para a nossa festa de São João. Aquele ano era especial, pois teríamos a nossa própria barraca. Sem adulto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F11%2F06%2Fcomo-me-tornei-poeta%2F&amp;title=Como%20me%20tornei%20poeta"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="São João" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/06/São-João.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7168" title="São João" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/06/São-João-300x223.jpg" alt="" width="300" height="223" /></a>Era junho e eu tinha uns nove anos de idade, talvez dez. Toda a molecada da rua estava sentada nas calçadas das casas, no asfalto e onde mais coubesse mais um cortador ou colador de bandeirola para a nossa festa de São João. Aquele ano era especial, pois teríamos a nossa própria barraca. Sem adulto por perto para dar ideias chatas.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada ingrediente para a canjica, a pipoca, o quentão (lê-se: chá de gengibre) foi “doação” das despensas de nossos pais. A estrutura da barraca foi feita com cabos velhos de vassoura, barbante e pedaços de taboa; já o teto era de folhas de bananeira. Um dos colegas trouxe uma extensão e um bocal para lâmpada, a qual peguei emprestada do abajur da minha mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">O sol mal havia se posto e já estávamos todos lá, em nossa apertada barraca, disputando espaço com as iguarias juninas que havíamos preparado. Ela ficava bem no meio da festa, em frente à casa da Marbel. Sua mãe nos forneceu ponto de água e energia. E também um pouco de açúcar para acertar o ponto da canjica. A mãe de Marbel nos emprestou um pote de biscoitos vazio para que guardássemos o dinheiro. Ela se ofereceu para guardar nosso rico dinheirinho para, com calma, fazermos a partilha no dia seguinte. Segundo ela, algum aproveitador poderia roubar da gente.</p>
<p style="text-align: justify;">- “Oi, quanto é a pipoca?”</p>
<p style="text-align: justify;">- “Putsgrila! (gíria da época) Vocês que fizeram a barraca sozinhos?”</p>
<p style="text-align: justify;">- “Uau! Parabéns meninos. Me dá duas canjicas”.</p>
<p style="text-align: justify;">- “(&#8230;) um quentão (&#8230;) tem álcool não? (&#8230;)”</p>
<p style="text-align: justify;">- “Que fofos!”</p>
<p style="text-align: justify;">- “Posso dar o troco em pipoca?”</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda no meio da festa e já tínhamos vendido tudo. Estávamos em êxtase, pois era nosso primeiro empreendimento – que foi um sucesso. Pensar no que eu faria com o dinheiro no dia seguinte era excitante demais para conseguir dormir. Revezavam em minha mente duas opções: comprar uma camiseta do Guns N´Roses (por quem fui fanática até os onze) ou comprar algo para presentear a minha mãe.</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte eu tive a impressão de que até o sol estava de casaco. Então, por cima do pijama de flanela, coloquei mais um agasalho e fui à casa de Marbel, cheia de sono e sonhos. Fui a primeira a chegar. Ela e a mãe conversavam. Na verdade a mãe falava e Marbel ouvia. Quando me aproximei, a mãe dela me entregou duas notas e algumas moedas, o suficiente para comprar um sorvete com cobertura. Não conseguindo disfarçar a minha enorme decepção, enchi os olhos de lágrimas, sem deixar cair nenhuma. E a mãe de Marbel se antecipou:</p>
<p style="text-align: justify;">- Do lucro eu tirei a água e a energia que vocês usaram, a xícara de açúcar e a parte da Marbel. O resto dividi entre vocês.</p>
<p style="text-align: justify;">Ouvindo aquelas palavras, tantas outras se acotovelavam em minha garganta, doidas para serem ditas. Passava pela minha mente todo o nosso esforço e senti uma sensação estranha de não querer mais o dinheiro. Era como se aqueles trocados fossem o preço da etiqueta grudada em meu sonho. Se tudo o que passava pela minha cabeça e meu coração era tão complicado de entender, imagina explicar. Meu sentimento não era raiva, era um profundo desejo de que a mãe de Marbel fosse uma pessoa mais bonita, para que meu dia também fosse. Porém, me senti impotente. Então, já de olhos secos, respirei fundo. Olhei para o rosto daquela senhora e nada disse a ela. Peguei meus trocados, com os quais comprei não me lembro o que, e fui pra casa pensando no que eu poderia fazer para mudar aquela situação, aquele coração.</p>
<p style="text-align: justify;">Creio que nascia ali o sentimento que me fez poeta.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: right;">Por, Marina Mara</p>
<p style="text-align: right;">22/06/2011</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F11%2F06%2Fcomo-me-tornei-poeta%2F&amp;title=Como%20me%20tornei%20poeta"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marinamara.com.br/2011/11/06/como-me-tornei-poeta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bem-vinda ao seu casamento surpresa</title>
		<link>http://www.marinamara.com.br/2011/10/28/bem-vinda-ao-seu-casamento-surpresa/</link>
		<comments>http://www.marinamara.com.br/2011/10/28/bem-vinda-ao-seu-casamento-surpresa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 06:52:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>
		<category><![CDATA[casamento surpresa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marinamara.com.br/?p=4149</guid>
		<description><![CDATA[Certamente você já foi convidado, bem no dia do seu aniversário, para algum programa nada a ver, o qual você só aceitou por desconfiar (leia-se: ter certeza) de que se tratava de sua festa surpresa e não queria ficar com fama de antissocial, acertei? E se te convidassem para um evento e chegando lá fosse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F10%2F28%2Fbem-vinda-ao-seu-casamento-surpresa%2F&amp;title=Bem-vinda%20ao%20seu%20casamento%20surpresa"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="buque_girassol2" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/05/buque_girassol2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4150" title="buque_girassol2" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/05/buque_girassol2-300x299.jpg" alt="" width="300" height="299" /></a>Certamente você já foi convidado, bem no dia do seu aniversário, para algum programa nada a ver, o qual você só aceitou por desconfiar (leia-se: ter certeza) de que se tratava de sua festa surpresa e não queria ficar com fama de antissocial, acertei? E se te convidassem para um evento e chegando lá fosse o seu casamento surpresa, qual seria a sua reação? </p>
<p style="text-align: justify;">Camila e Léo é aquele tipo de casal super querido por todos e o anúncio de que eles se casariam em muito breve deixou toda a galera bi-feliz e também preocupada com o figurino do casório. Porém, a preocupação logo caiu por terra, pois tiveram que realizar uma cerimônia mais simples, só para a família.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, Camila nos mostrava as fotos de seu casamento com um certo pesar. Ela queria demais que os amigos estivessem lá, pois somos como família. Eis que surgiu a ideia de fazermos algo para banir aquele aperto no peito da noiva: um casamento surpresa! E dá-lhe criatividade para tramarmos um plano infalível que contou com a ajuda da família dela, de amigos de infância, de faculdade, entre outros. Inventamos que eu havia vencido um super-ultra concurso internacional de literatura e o prêmio, entre outras mentirinhas, era um mega <em>brunch</em> com direito a levar alguns poucos amigos, e ela nem seria louca de não comparecer – caso fosse real. </p>
<p style="text-align: justify;">É chegado o tal domingo do casamento e, claro, rolaram alguns contratempos. Um deles, e talvez o pior, foi a notícia de que o noivo não iria “ao brunch da Marina” pois o Flamengo iria jogar às 16h e ele tinha que preparar seu espírito rubro-negro. Tentamos de tudo para arrastar “o urubu” da frente da TV, mas nada adiantou. </p>
<p style="text-align: justify;">Outro contratempo foi achar flores em Brasília no domingo. Tarefa impossível. Nos dividimos em dois carros em busca das tais flores. Era um tal de ligar e dizer coisas como: “floricultura fechada”, “no mercado tem, mas acabou” e “tentei roubar de um jardim, mas o cachorro me deu uma carreira” que decidi apelar – vamos ao cemitério. Lá chegando vimos que a floricultura também estava fechada, porém, havia uma senhora vendendo uma coroa de flores na porta, com faixa e tudo. Olhamos um para a cara do outro e rolou aquele preconceito fúnebre, o qual engoli e, em nome da amizade, fui lá barganhar. A senhora-salvadora-da-pátria, digo, do casório, disse que só venderia se fosse a coroa inteira, mas só queríamos os girassóis. A coroa era tão cara que acho que muitos também empacotavam só de ouvir o preço. Acabei dizendo a ela que era vidente e que ninguém morreria naquela cidade para não perder o jogo do Flamengo. Ela então fingiu acreditar em minhas premonições e vendeu-nos os girassóis.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto uns tentavam convencer o noivo a ir ao evento<em> fake</em> sem estragar a surpresa, outra amiga tentava enrolar a noiva, que não é um ser dotado de muita paciência. A situação só piorava, pois estavam rodando na cidade dentro de um carro, ao meio dia escaldante do Cerrado e sem ar condicionado.</p>
<p style="text-align: justify;">Na tentativa de arrastarmos o noivo, oferecemos a ele até mesmo uma caixa de biscoitos Schooby e nem assim ele abriu mão do jogo &#8211; tivemos que falar a verdade. Na mesma hora o noivo se tornou um exímio artilheiro e driblou a mesa de centro, o sofá, as almofadas, colocou seu uniforme de noivo e entrou em campo, digo, no altar&#8230;.aos quarenta e quatro minutos do segundo tempo, diga-se de passagem. Nesse mesmo momento, em outro canto da cidade, Camila já dava sinais de querer desistir do evento. Eis então que a amiga-motorista recebeu a tão esperada ordem: pode trazer a noiva!</p>
<p style="text-align: justify;">Camila, ao chegar, foi recebida pela “dama de honra” João que disse, ao fazer reverências com sua cartola prateada: “seja bem-vinda ao seu casamento!” A casa era linda, com um belo caminho em meio ao jardim que dava no altar. A cada passo que ela dava estava um amigo querido segurando um girassol. Ao entregar as flores diziam coisas como receba amor, amizade, sorte, saúde. Quando chegou ao altar, Camila já estava com um lindo buquê nas mãos devidamente regado com lágrimas super emocionadas. </p>
<p style="text-align: justify;">E lá estava eu, no altar na incumbência e realizar um casamento. Pensamos em algumas designações para meu papel: “sacerdotisa do amor”, “Santa Antônia”, “mensageira do coração”, dentre outros nomes bregas que tentávamos inventar para me dar a necessária envergadura casamenteira para o momento. Porém, devido ao meu look rastafari e turbante da época, acabaram por me apelidar de Mãe Marininha, e o apelido pegou. Com direito a música e tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Preparei para a ocasião um texto muito íntimo e genuíno, o qual lembrou momentos mágicos que justificavam o amor (como se fosse possível), tanto entre o casal quanto entre os convidados. O chororô foi geral. Parecia final feliz de novela das oito. Então, para finalizar a cerimônia, disse algo como: em nome do amor eu os declaro rima e verso; flor e beija-flor: pode beijar a noiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquele foi, sem dúvida, um dos momentos mais lindos que presenciei, porém, um pensamento me era recorrente: e se algum defunto já se sentisse dono das flores e me rogasse uma praga lá do além? Então me perguntei: será que praga de defunto pega?</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: right;"><em>Obs.: até a publicação deste texto os noivos não sabiam do “detalhe” do buquê.</em></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F10%2F28%2Fbem-vinda-ao-seu-casamento-surpresa%2F&amp;title=Bem-vinda%20ao%20seu%20casamento%20surpresa"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marinamara.com.br/2011/10/28/bem-vinda-ao-seu-casamento-surpresa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Exu, que Diabo é isso?</title>
		<link>http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/exu-que-diabo-e-isso/</link>
		<comments>http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/exu-que-diabo-e-isso/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 00:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito racial]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito religioso]]></category>
		<category><![CDATA[sincretismo religioso]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marinamara.com.br/?p=7217</guid>
		<description><![CDATA[Na época da colonização da África, Exu, o mais sexual e humanizado dos Orixás, foi sincretizado como Santo Antônio, porém, graças a um grande desserviço da Igreja Católica, que costuma ligar sexo a pecado, o orixá é tido, no senso comum, como o Diabo.  Diferentemente das religiões monoteístas, no Candomblé não existe um ser incumbido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F10%2F20%2Fexu-que-diabo-e-isso%2F&amp;title=Exu%2C%20que%20Diabo%20%C3%A9%20isso%3F"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="Exu" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Exu.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7218" title="Exu" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Exu.jpg" alt="" width="418" height="256" /></a>Na época da colonização da África, Exu, o mais sexual e humanizado dos Orixás, foi sincretizado como Santo Antônio, porém, graças a um grande desserviço da Igreja Católica, que costuma ligar sexo a pecado, o orixá é tido, no senso comum, como o Diabo.  Diferentemente das religiões monoteístas, no Candomblé não existe um ser incumbido de só fazer o mau e outro só o bem, afinal o bem de um pode significar o mal do outro. Tudo está interligado nessa esfera de céu e terra – aí que entra Exu, o elo entre o mundo espiritual e o terreno. </p>
<p style="text-align: justify;">Agora que você já tirou essa ideia de Diabo da cabeça, entenda, Exu rege as ações humanas, o movimento e a comunicação. E nada de confundir com as Vovós e Pretos Velhos da Umbanda, ok? O Orixá Exu é safo e tem a elegância de um vampiro, além de ser extremamente sensual. Exu é da noite e a noite é dele. Acredito que se Exu fosse um signo, seria áries com ascendente em escorpião, pelo caráter abre-alas e sensual. Se fosse um músico, seria Frank Zappa, pela musicalidade orgástica. Se fosse um filme, seria Madame Satan. Se fosse um poema, seria de Maiakovski. E se fosse um torcedor, torceria para o time que estivesse ganhando. </p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente fui a uma fogueira de Xangô e lá re-conheci Exu, que me pediu uma mãozinha para desfazer a confusão do nome dele com o do Tinhoso. Um dos filhos de santo da casa, que tem Exu como orixá de cabeça, encantou-se de seu guia, incorporou Exu. Seu filho, que tem um semblante naturalmente doce, então exibia uma feição forte, mas não sisuda. Quando o orixá chegou à casa, o grave de sua voz vibrou em cada vértebra de meu corpo e ocupou todo o espaço do salão de forma intensa&#8230; e nessa encruzilhada de sentidos, Exu baixou em meu terreiro lírico e seduziu minha poesia.</p>
<p style="text-align: justify;">Taí seu texto. Laroiê, Exu!</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F10%2F20%2Fexu-que-diabo-e-isso%2F&amp;title=Exu%2C%20que%20Diabo%20%C3%A9%20isso%3F"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/exu-que-diabo-e-isso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Glauber Rocha, sete décadas de amor e luta pelo Cinema</title>
		<link>http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/</link>
		<comments>http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 15:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>
		<category><![CDATA[A Cruz na Praça]]></category>
		<category><![CDATA[A Idade da Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Karine Ballalai]]></category>
		<category><![CDATA[As Armas e o Povo]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Barravento]]></category>
		<category><![CDATA[Botafogo]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cabeças Cortadas]]></category>
		<category><![CDATA[Cabezas Cortadas]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[cidade maravilhosa]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Claro]]></category>
		<category><![CDATA[Comboio da Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Conarq]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho Nacional de Arquivos]]></category>
		<category><![CDATA[curta-metragem]]></category>
		<category><![CDATA[D.O.P.S]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Ordem Política e Social]]></category>
		<category><![CDATA[Deus e o Diabo na Terra do Sol]]></category>
		<category><![CDATA[Di Cavalcanti Di Glauber]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Brasília do Cinema Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Glauber Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[História do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[homenagem a Glauber Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[João Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Amado no cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Kryzto no Terceiro Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Lígia Rachid]]></category>
		<category><![CDATA[maconha]]></category>
		<category><![CDATA[Maranhão 66]]></category>
		<category><![CDATA[Maranhão 66: Posse do Governador José Sarney]]></category>
		<category><![CDATA[O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro]]></category>
		<category><![CDATA[O Leão de Sete Cabeças]]></category>
		<category><![CDATA[Pátio]]></category>
		<category><![CDATA[Pátio (1959)]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Templo Glauber]]></category>
		<category><![CDATA[Terra em Transe]]></category>
		<category><![CDATA[uma câmera na mão e uma ideia na cabeça]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória da Conquista]]></category>
		<category><![CDATA[www.tempoglauber.com.br]]></category>
		<category><![CDATA[Zuanir Ventura]]></category>
		<category><![CDATA[•	No Tempo de Glauber]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marinamara.com.br/?p=852</guid>
		<description><![CDATA[...tive a honra de conhecer o Tempo Glauber, espaço localizado em Botafogo, Rio de Janeiro, destinado à conservação da obra do visceral mestre do Cinema Novo, Glauber Rocha.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="Marina Mara e João Rocha" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Marina-Mara-e-João-Rocha.JPG"></a><a class="lightbox" title="Glauber foto" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Glauber-foto.jpg"><span style="color: #000000;"><img class="alignleft size-medium wp-image-861" title="Glauber foto" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Glauber-foto-300x213.jpg" alt="" width="300" height="213" /></span></a><span style="color: #000000;">Em julho de 2009, tive a honra de conhecer o Tempo Glauber, espaço localizado em Botafogo, Rio de Janeiro, destinado à conservação da obra do visceral mestre do Cinema Novo, Glauber Rocha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Glauber, que completaria setenta anos em 2009, era precoce. Filmou, aos vinte anos, o primeiro curta-metragem da Bahia, Pátio (1959), e aos vinte e três, foi a vez de concretizar seu filme mais conhecido &#8211; Deus e o Diabo na Terra do Sol, lançado em 1964. O cineasta foi o precursor do Cinema Novo, nome dado por ele mesmo, pois se tratava de uma nova forma de fazer cinema, incorporando novas linguagens que abordavam, com mais veracidade, as questões estéticas e culturais do Brasil da época. Dono do jargão “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” e vencedor de diversos prêmios internacionais, Glauber nunca escondeu sua insatisfação pelo descaso do Brasil em relação ao cinema e lutou até seus últimos dias contra tal situação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cineasta foi preso por subversão na ditadura militar e </span><a href="http://www.tempoglauber.com.br/dossiedops.html" target="_self"><span style="color: #000000;">alguns de seus “crimes”</span></a><span style="color: #000000;"> estão registrados no Departamento de Ordem Política e Social &#8211; D.O.P.S.  A atuação militar arbitrária da época quase impediu Glauber de embarcar para Cannes, em 1964, ano que o consagrou pela premiação de Deus e o Diabo na Terra do Sol. Para se ter uma ideia aproximada da severa ação daquele governo, acesse o portal </span><a href="http://www.memoriacinebr.com.br"><span style="color: #000000;">www.memoriacinebr.com.br</span></a><span style="color: #000000;">, lá você encontrará milhares de pareceres dos censores que atacavam os intelectuais e artistas da época.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Tempo Glauber, idealizado por sua mãe, dona Lúcia Rocha, dois anos após sua morte – 1983, passou por diversos entraves burocráticos e teve que ser fechado por algumas vezes. Sem apoio governamental e contando com a ajuda de amigos e admiradores, o Espaço abriu suas portas pela primeira vez em 1989. Porém, somente em 2006, seu acervo foi enquadrado como Patrimônio Nacional pela Presidência da Republica e pelo Conselho Nacional de Arquivos &#8211; Conarq. Atualmente, o acervo do Tempo Glauber conta com cerca de cem mil documentos, todos de incomensurável importância para a preservação da história do Cinema Nacional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na semana que precedeu tal visita, pernoitei em sua cidade natal, Vitória da Conquista &#8211; BA (mas que pleonasmo de nome, hein?). Minha intenção era conhecer de perto a trajetória de Glauber e fazer alguns registros. Naquela noite, refleti sobre diversas questões interessantes que envolviam o cineasta, como o relato de Zuanir Ventura, em seu livro 1968 &#8211; O ano que não terminou, que relata a primeira experiência de Glauber com a maconha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Salvo os clichês, o relato sobre a erva despertou minha atenção por remeter a uma outra estória – a primeira entrevista (justamente com Glauber Rocha) de um ex-companheiro de Redação e seu primeiro contato com a canabis. César Fonseca, o então jornalista-de-primeira-viagem (literalmente), foi escolhido por Glauber para a entrevista e definiu o Parque da Cidade como cenário. Ainda no carro, em meio a uma preleção verborrágica e quase profética, Glauber, que estava em Brasília gravando A Idade da Terra (1978), saca do bolso um baseado. Acende-fuma-prende-passa&#8230; para César que, pra não fazer feio com a celebridade, encara o desafio que quase o impediu de lembrar o porquê de estar ali. Grande César, figuraça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não dando por encerradas as coincidências, eu e Lígia Rachid, que fez o registro fotográfico do local, fomos recebidas pela monitora Anna Karinne Ballalai, uma jovem cineasta e atriz que participou, dentre outros, do curta </span><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DVgjPclkxd0"><span style="color: #000000;"><em>Que Cavação é essa?(2008)</em> </span></a><span style="color: #000000;">, o qual tive o prazer de assistir (e dar pála de risos) no 41° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na ocasião, estavam presentes alguns membros da equipe, entre eles, o diretor de relações exteriores e sobrinho de Glauber, João Rocha (foto).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O momento mais emocionante da visita foi ao declamar o poema que fiz em homenagem a Glauber, intitulado O voo da Rocha, para os presentes, que muito se emocionaram. Mal sabiam eles que, naquele momento-de-emoção-de-fã, eu estava com “o coração na mão a ideia perturbada na cabeça”. O poema foi transcrito para um painel adesivo e, humildemente, eviado para compor a nova decoração do Tempo Glauber. Que honra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O Voo da Rocha</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">A Glauber Rocha</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tiro certeiro no solo do Sertão Nordestino</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Destino seco, sedento de vida, faminto de pão</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mão calejada sem calma, alma aleijada da guerra</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na Terra do Sol o vazio da míngua causa vertigem</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fazendo a Virgem parecer puta e o bordel, santuário</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cenário onde a Rocha Voadora vomita a hypokrisia,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E a maresia empoeirada na prece do sertanejo</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É desejo projetado como um cone de luz pela sala</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E estala na tela como vulto da bala, a bela que acena</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas na cena final,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Afinal, quem assiste aquém?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">Marina Mara</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conheça o Tempo Glauber </span><a href="http://www.tempoglauber.com.br"><span style="color: #000000;">www.tempoglauber.com.br</span></a><span style="color: #000000;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><span style="color: #000000;">
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/tempo-glauber-fachada/' title='Tempo Glauber fachada'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Tempo-Glauber-fachada-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Tempo Glauber fachada" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/marina-mara-e-joao-rocha/' title='Marina Mara e João Rocha'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Marina-Mara-e-João-Rocha-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Marina Mara e João Rocha" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/uma-camera-na-mao-e-um-aideia-na-cabeca/' title='uma câmera na mão e um aideia na cabeça'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/uma-câmera-na-mão-e-um-aideia-na-cabeça-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="uma câmera na mão e um aideia na cabeça" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/terra-em-transe/' title='Terra em Transe'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Terra-em-Transe-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Terra em Transe" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/tempo-glauber-1/' title='Tempo Glauber 1'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Tempo-Glauber-1-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Tempo Glauber 1" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/raridades-de-glauber/' title='raridades de Glauber'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/raridades-de-Glauber-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="raridades de Glauber" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/protesto-na-tv-tupi-em-1979/' title='Protesto na TV Tupi em 1979'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Protesto-na-TV-Tupi-em-1979-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Protesto na TV Tupi em 1979" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/protesto-em-favor-do-cinema-1981/' title='protesto em favor do cinema - 1981'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/protesto-em-favor-do-cinema-1981-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="protesto em favor do cinema - 1981" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/glauber-e-jabor/' title='Glauber e Jabor'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Glauber-e-Jabor-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Glauber e Jabor" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/edicao-comemorativa-de-deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol-1964/' title='Edição comemorativa de Deus e o Diabo na Terra do Sol 1964'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Edição-comemorativa-de-Deus-e-o-Diabo-na-Terra-do-Sol-1964-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Edição comemorativa de Deus e o Diabo na Terra do Sol 1964" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/edicao-comemorativa-de-deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol/' title='Edição comemorativa de Deus e o Diabo na Terra do Sol'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Edição-comemorativa-de-Deus-e-o-Diabo-na-Terra-do-Sol-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Edição comemorativa de Deus e o Diabo na Terra do Sol" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/anna-dando-explicacoes-cinematograficas/' title='Anna dando explicações cinematográficas'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Anna-dando-explicações-cinematográficas-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Anna dando explicações cinematográficas" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/algumas-premiacoes/' title='Algumas premiações'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Algumas-premiações-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Algumas premiações" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/a-primeira-camera-de-glauber/' title='A primeira câmera de Glauber'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/A-primeira-câmera-de-Glauber-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="A primeira câmera de Glauber" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/glauber-foto/' title='Glauber foto'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Glauber-foto-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Glauber foto" /></a>
</p>
<p></span></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></div>
<div><span style="color: #000000;"> </span></div>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div><span style="color: #000000;"> </span></div>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div><span style="color: #000000;"> </span></div>
<div><span style="color: #000000;"> </span></div>
<div><span style="color: #000000;"> </span></div>
<div><span style="color: #000000;"> </span></div>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div><span style="color: #000000;"> </span></div>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;">  </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><span style="color: #000000;">Por, Marina Mara</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marinamara.com.br/2011/10/20/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Addictive TV fala sobre Brasília em seu blog</title>
		<link>http://www.marinamara.com.br/2011/09/21/addictive-tv-fala-sobre-brasilia-em-seu-blog/</link>
		<comments>http://www.marinamara.com.br/2011/09/21/addictive-tv-fala-sobre-brasilia-em-seu-blog/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 12:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>
		<category><![CDATA[Addictive TV]]></category>
		<category><![CDATA[Addictive TV em Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Andréa dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Mara em inglês]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marinamara.com.br/?p=7554</guid>
		<description><![CDATA[Quando estivemos em Brasília nos encontramos com a Mulher-Maravilha-Marina-Mara, que organizou uma sessão de gravação com sua amiga deusa amazônica Andréa dos Santos.
Cantora e multi-instrumentista Andréa dos Santos ficou conhecida com a banda Casa de Farinha, que ganhou o Prêmio TIM em 2005. Ela agora segue carreira solo, trabalhando com o violonista Gabriel Lourenço, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F09%2F21%2Faddictive-tv-fala-sobre-brasilia-em-seu-blog%2F&amp;title=Addictive%20TV%20fala%20sobre%20Bras%C3%ADlia%20em%20seu%20blog"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="Addictive TV e MM próximo a Brazlândia" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Addictive-TV-e-MM-próximo-a-Brazlândia1.jpg"><span style="color: #333333;"><img class="alignleft size-medium wp-image-7555" title="Addictive TV e MM próximo a Brazlândia" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Addictive-TV-e-MM-próximo-a-Brazlândia1-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></span></a><span style="color: #333333;">Quando estivemos em Brasília nos encontramos com a Mulher-Maravilha-Marina-Mara, que organizou uma sessão de gravação com sua amiga deusa amazônica Andréa dos Santos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Cantora e multi-instrumentista Andréa dos Santos ficou conhecida com a banda Casa de Farinha, que ganhou o Prêmio TIM em 2005. Ela agora segue carreira solo, trabalhando com o violonista Gabriel Lourenço, com foco em canções tradicionais do Brasil – os dois estão atualmente gravando um DVD chamado Minha Aldeia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Andréa nos convidou para sua casa nos arredores de Brasília para filmá-la em um local mágico próximo a um rio entre árvores de bambu. Nós a apelidamos de Deusa Amazônica, não somente por sua aparência, mas pelas diversas viagens que ela faz pelas florestas. Com sua incrível e poderosa voz ela cantou uma canção tradicional aos ancestrais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #333333;">MARINA MARA</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Poeta, escritora, blogueira e ativista cultural, a fabulosa Marina Mara é uma verdadeira agitadora cultural em Brasília. Em 2010, combinando sua escrita com outras paixões, como a pintura, ela publicou seu livro de poemas ilustrados, Sarau Sanitário, sucesso de crítica no Brasil e que rendeu elogios do herói da Tropicália Tom Zé e Otto. Com uma retórica bem-humorada e moderna, sua poesia fala sobre questões sociais, da vida em sua amada Brasília e pode ser consumida em qualquer lugar, até mesmo no vaso sanitário, como está na capa de seu inusitado livro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">No Brasil, Marina nos levou para conhecer dois de seus lugares favoritos próximos a Brasília para filmá-la declamando sua obra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #333333;">Versão original em Inglês</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="8-Andrea-+-Marina-+-Addictive-TV" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/09/8-Andrea-+-Marina-+-Addictive-TV.jpg"><span style="color: #333333;"><img class="alignleft size-medium wp-image-7553" title="8-Andrea-+-Marina-+-Addictive-TV" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2011/09/8-Andrea-+-Marina-+-Addictive-TV-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></span></a><span style="color: #333333;">While in Brasilia we met up with all-round-wonder-woman Marina Mara who organised a recording session with her Amazon goddess friend Andréa dos Santos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Singer and multi-instrumentalist Andréa dos Santos made herself known with the Brazilian band Casa de Farinha, who won the Prêmio TIM prize in 2005.  She now pursues a solo career, working with guitarist Gabriel Lourenço, focusing on traditional Brazilian songs &#8211; the pair are currently recording a DVD called &#8220;Minha Aldeia&#8221; &#8211; which means &#8220;My Village&#8221;. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Andrea invited us to her home on the outskirts of Brasilia to film her in a magical location by a river amongst the bamboo trees!  We nicknamed her the Amazon goddess as, besides her looks, she both travels a lot to the Amazon and with her amazing and powerful voice, she sung a traditional song to the ancient Gods. (<em>click on gallery images below to enlarge</em>)</span></p>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #333333;">MARINA MARA</span></strong></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Poet, writer, blogger and cultural activist, the fabulous </span><a href="http://www.marinamara.com.br/" target="_blank"><span style="color: #333333;">Marina Mara</span></a><span style="color: #333333;"> is a real mover and shaker in Brasilia.  In 2010, combining her prose with her other passions like painting, she published an illustrated book of her work entitled “Sarau Sanitário” which brought her much crital success in Brazil and praises from the likes of Tropicalia heros Tom Ze and Otto.  With a humorous and modern rhetoric, her poetry speaks about social issues and life in her beloved city of Brasilia and is meant to be consumed anywhere, even on the toilet as the cover of her book jokingly shows!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">While in Brazil, Marina took us to a couple of her favourites locations just outside Brasilia to film her reciting her work.</span></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2011%2F09%2F21%2Faddictive-tv-fala-sobre-brasilia-em-seu-blog%2F&amp;title=Addictive%20TV%20fala%20sobre%20Bras%C3%ADlia%20em%20seu%20blog"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marinamara.com.br/2011/09/21/addictive-tv-fala-sobre-brasilia-em-seu-blog/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

