Como apresentar sua Poesia

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Ser romântico é achar

Que tudo são flores

Ser poético é plantá-las.

 

 

 

 

 

Ah… quem não gosta de escutar um bom poema? Muita gente. Afinal dizer que não gosta de Poesia, para muitos, é quase uma atitude libertária, de retaliação à Poesia imposta na escola – geralmente de forma nada poética. Isso sem falar na leitura de poemas que, de tão rebuscadamente intelectualóides, pareciam gritar na nossa cara: seu burro! Mas relaxe, esse trauma dá pra tirar. Já ouvi história de gente ex-anti-poesia que anda fazendo verso por aí. O truque é oferecer maneiras diferentes de consumir poesia.

Sabe quando a criança cisma que não gosta de algum alimento importante para sua alimentação e ninjamente os pais o camuflam no prato? Pois é. Esse é o mesmo caminho que podem tomar os poetas. Ou pelo menos aqueles poetas que entedem sua função social de embonitamento do mundo. Esses devem libertar a Poesia das linhas do papel e dos muros acadêmicos para que possam voar até a emoção das pessoas, estejam elas onde estiverem.

Por que não propor ao dono da padaria de seu bairro a impressão de seus poemas no papel de pão. Certamente você ficará famoso em sua vizinhança e despertará sorrisos com cheiro de café bairro a fora. Se tiver algum custo, tenha certeza de que é bem mais baixo do que a impressão de livros. E cá pra nós, onde tá escrito que poeta que é poeta tem que ter livro publicado? Escolha suas mídias pelo alcance delas e pelo tipo de mensagem que você quer passar. Além da internet, já publiquei em paredes de banheiros públicos, em prostíbulos, em botecos de morros cariocas, em paradas de ônibus, na praia e até nos classificados de um jornal argentino.

A Poesia é um presente, por isso, faça um embrulho bem bonito. Apresente-a de forma instigante e principalmente inesperada. A surpresa em si já tem sua poesia e é mimo ao espírito. E sem nem perceber, aquele que torcia o nariz para a Poesia, vai recebê-la com o sorriso e o coração abertos.

Uma prova de que o quesito surpresa dá certo é o projeto Sarau Sanitário, que consistiu na afixação de mil cartazes por banheiros públicos do Distrito Federal para mostrar que a leitura de poemas deve ser tão democrática quanto o uso do banheiro público. O projeto ainda contou com a transcrição dos cartazes em Braille e com a gravação dos poemas em áudio para promover a inclusão sociopoética dos deficientes visuais. Esse projeto foi viabilizado por meio de leis de incentivo à Cultura, um importante caminho para a realização de projetos de maior envergadura.

A matéria deste link, publicada no Correio Braziliense no dia do lançamento do projeto Sarau Sanitário, mostra um pouco dessa trajetória de popularização da Poesia. Foi um lançamento de livro com cara de festa, todos se divertiram, se emocionaram e o recado foi passado: Consuma Poesia.

Mãos à obra poetas!

 

Por Marina Mara em 02 de fevereiro de 2012

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RSS dos comentários TrackBack 2 comentários

Lucas

em 17 de março de 2012

Adorei teu blog!
Parabéns!!!


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