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	<title>Marina Mara - Sítio oficial &#187; Cinema Novo</title>
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	<description>Literatura, arte, música e muito mais</description>
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		<title>O Voo da Rocha (Homenagem a Glauber Rocha)</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 19:24:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mmara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas de Marina]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Glauber Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[poema para Glauber Rocha]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tiro certeiro no solo do Sertão Nordestino
Destino seco, sedento de vida, faminto de pão
Mão calejada sem calma, alma aleijada da guerra
Na Terra do Sol o vazio da míngua causa vertigem
Fazendo a Virgem parecer puta e o bordel, santuário
Cenário onde a Rocha Voadora vomita a hypokrisia,
E a maresia empoeirada na prece do sertanejo
É desejo projetado como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a class="lightbox" title="glauber" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/11/glauber.jpg"><img class="size-full wp-image-1918 aligncenter" title="glauber" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/11/glauber.jpg" alt="" width="118" height="147" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Tiro certeiro no solo do Sertão Nordestino</p>
<p style="text-align: center;">Destino seco, sedento de vida, faminto de pão</p>
<p style="text-align: center;">Mão calejada sem calma, alma aleijada da guerra</p>
<p style="text-align: center;">Na Terra do Sol o vazio da míngua causa vertigem</p>
<p style="text-align: center;">Fazendo a Virgem parecer puta e o bordel, santuário</p>
<p style="text-align: center;">Cenário onde a Rocha Voadora vomita a hypokrisia,</p>
<p style="text-align: center;">E a maresia empoeirada na prece do sertanejo</p>
<p style="text-align: center;">É desejo projetado como um cone de luz pela sala</p>
<p style="text-align: center;">E estala na tela como vulto da bala, a bela que acena</p>
<p style="text-align: center;">Mas na cena final,</p>
<p style="text-align: center;">Afinal, quem assiste aquém?</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;">Marina Mara</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Glauber Rocha, setenta anos de amor e luta pelo Cinema</title>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 15:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mmara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Maranhão 66: Posse do Governador José Sarney]]></category>
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		<category><![CDATA[Zuanir Ventura]]></category>
		<category><![CDATA[•	No Tempo de Glauber]]></category>

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		<description><![CDATA[...tive a honra de conhecer o Templo Glauber, espaço localizado em Botafogo, Rio de Janeiro, destinado à conservação da obra do visceral mestre do Cinema Novo, Glauber Rocha.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="Marina Mara e João Rocha" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Marina-Mara-e-João-Rocha.JPG"></a><a class="lightbox" title="Glauber foto" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Glauber-foto.jpg"><span style="color: #000000;"><img class="alignleft size-medium wp-image-861" title="Glauber foto" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Glauber-foto-300x213.jpg" alt="" width="300" height="213" /></span></a><span style="color: #000000;">Em minha mais recente estada na cidade maravilhosa, no início deste mês, tive a honra de conhecer o Templo Glauber, espaço localizado em Botafogo, Rio de Janeiro, destinado à conservação da obra do visceral mestre do Cinema Novo, Glauber Rocha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Glauber, que completaria setenta anos em 2009, era precoce. Filmou, aos vinte anos, o primeiro curta-metragem da Bahia, Pátio (1959), e aos vinte e três, foi a vez de concretizar seu filme mais conhecido &#8211; Deus e o Diabo na Terra do Sol, lançado em 1964. O cineasta foi o precursor do Cinema Novo, nome dado por ele mesmo, pois se tratava de uma nova forma de fazer cinema, incorporando novas linguagens que abordavam, com mais veracidade, as questões estéticas e culturais do Brasil da época. Dono do jargão “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” e vencedor de diversos prêmios internacionais, Glauber nunca escondeu sua insatisfação pelo descaso do Brasil em relação ao cinema e lutou até seus últimos dias contra tal situação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O cineasta foi preso por subversão na ditadura militar e </span><a href="http://www.tempoglauber.com.br/dossiedops.html" target="_self"><span style="color: #000000;">alguns de seus “crimes”</span></a><span style="color: #000000;"> estão registrados no Departamento de Ordem Política e Social &#8211; D.O.P.S. A atuação militar arbitrária da época quase impediu Glauber de embarcar para Cannes, em 1964, ano que o consagrou pela premiação de Deus e o Diabo na Terra do Sol. Para se ter uma ideia aproximada da severa ação daquele governo, acesse o portal </span><a href="http://www.memoriacinebr.com.br"><span style="color: #000000;">www.memoriacinebr.com.br</span></a><span style="color: #000000;">, lá você encontrará milhares de pareceres dos censores que atacavam os intelectuais e artistas da época.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O Tempo Glauber, idealizado por sua mãe, dona Lúcia Rocha, dois anos após sua morte – 1983, passou por diversos entraves burocráticos e teve que ser fechado por algumas vezes. Sem apoio governamental e contando com a ajuda de amigos e admiradores, o Espaço abriu suas portas pela primeira vez em 1989. Porém, somente em 2006, seu acervo foi enquadrado como Patrimônio Nacional pela Presidência da Republica e pelo Conselho Nacional de Arquivos &#8211; Conarq. Atualmente, o acervo do Tempo Glauber conta com cerca de cem mil documentos, todos de incomensurável importância para a preservação da história do Cinema Nacional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na semana que precedeu tal visita, pernoitei em sua cidade natal, Vitória da Conquista &#8211; BA (mas que pleonasmo de nome, hein?). Minha intenção era conhecer de perto a trajetória de Glauber e fazer alguns registros. Naquela noite, refleti sobre diversas questões interessantes que envolviam o cineasta, como o relato de Zuanir Ventura, em seu livro 1968 &#8211; O ano que não terminou, que relata a primeira experiência de Glauber com a maconha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Salvo os clichês, o relato sobre a erva despertou minha atenção por remeter a uma outra estória – a primeira entrevista (justamente com Glauber Rocha) de um ex-companheiro de Redação e seu primeiro contato com a canabis. César Fonseca, o então jornalista-de-primeira-viagem (literalmente), foi escolhido por Glauber para a entrevista e definiu o Parque da Cidade como cenário. Ainda no carro, em meio a uma preleção verborrágica e quase profética, Glauber, que estava em Brasília gravando A Idade da Terra (1978), saca do bolso um baseado. Acende-fuma-prende-passa&#8230; para César que, pra não fazer feio com a celebridade, encara o desafio que quase o impediu de lembrar o porquê de estar ali. Grande César, figuraça.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não dando por encerradas as coincidências, eu e Lígia Rachid, que fez o registro fotográfico do local, fomos recebidas pela monitora Anna Karinne Ballalai, uma jovem cineasta e atriz que participou, dentre outros, do curta </span><a href="http://www.youtube.com/watch?v=DVgjPclkxd0"><span style="color: #000000;"><em>Que Cavação é essa?(2008)</em> </span></a><span style="color: #000000;">, o qual tive o prazer de assistir (e dar pála de risos) no 41° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na ocasião, estavam presentes alguns membros da equipe, entre eles, o diretor de relações exteriores e sobrinho de Glauber, João Rocha (foto).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O momento mais emocionante da visita foi ao declamar o poema que fiz em homenagem a Glauber, intitulado O voo da Rocha, para os presentes, que muito se emocionaram. Mal sabiam eles que, naquele momento-de-emoção-de-fã, eu estava com “o coração na mão a ideia perturbada na cabeça”. O poema foi transcrito para um painel adesivo e, humildemente, eviado para compor a nova decoração do Tempo Glauber. Que honra.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">O Voo da Rocha</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">A Glauber Rocha</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tiro certeiro no solo do Sertão Nordestino</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Destino seco, sedento de vida, faminto de pão</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mão calejada sem calma, alma aleijada da guerra</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na Terra do Sol o vazio da míngua causa vertigem</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fazendo a Virgem parecer puta e o bordel, santuário</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cenário onde a Rocha Voadora vomita a hypokrisia,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E a maresia empoeirada na prece do sertanejo</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É desejo projetado como um cone de luz pela sala</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">E estala na tela como vulto da bala, a bela que acena</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas na cena final,</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Afinal, quem assiste aquém?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #000000;">Marina Mara</span></em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Conheça o Tempo Glauber </span><a href="http://www.tempoglauber.com.br"><span style="color: #000000;">www.tempoglauber.com.br</span></a><span style="color: #000000;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><span style="color: #000000;">
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/tempo-glauber-fachada/' title='Tempo Glauber fachada'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Tempo-Glauber-fachada-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Tempo Glauber fachada" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/marina-mara-e-joao-rocha/' title='Marina Mara e João Rocha'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Marina-Mara-e-João-Rocha-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Marina Mara e João Rocha" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/uma-camera-na-mao-e-um-aideia-na-cabeca/' title='uma câmera na mão e um aideia na cabeça'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/uma-câmera-na-mão-e-um-aideia-na-cabeça-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="uma câmera na mão e um aideia na cabeça" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/terra-em-transe/' title='Terra em Transe'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Terra-em-Transe-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Terra em Transe" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/tempo-glauber-1/' title='Tempo Glauber 1'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Tempo-Glauber-1-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Tempo Glauber 1" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/raridades-de-glauber/' title='raridades de Glauber'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/raridades-de-Glauber-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="raridades de Glauber" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/protesto-na-tv-tupi-em-1979/' title='Protesto na TV Tupi em 1979'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Protesto-na-TV-Tupi-em-1979-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Protesto na TV Tupi em 1979" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/protesto-em-favor-do-cinema-1981/' title='protesto em favor do cinema - 1981'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/protesto-em-favor-do-cinema-1981-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="protesto em favor do cinema - 1981" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/glauber-e-jabor/' title='Glauber e Jabor'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Glauber-e-Jabor-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Glauber e Jabor" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/edicao-comemorativa-de-deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol-1964/' title='Edição comemorativa de Deus e o Diabo na Terra do Sol 1964'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Edição-comemorativa-de-Deus-e-o-Diabo-na-Terra-do-Sol-1964-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Edição comemorativa de Deus e o Diabo na Terra do Sol 1964" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/edicao-comemorativa-de-deus-e-o-diabo-na-terra-do-sol/' title='Edição comemorativa de Deus e o Diabo na Terra do Sol'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Edição-comemorativa-de-Deus-e-o-Diabo-na-Terra-do-Sol-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Edição comemorativa de Deus e o Diabo na Terra do Sol" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/anna-dando-explicacoes-cinematograficas/' title='Anna dando explicações cinematográficas'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Anna-dando-explicações-cinematográficas-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Anna dando explicações cinematográficas" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/algumas-premiacoes/' title='Algumas premiações'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Algumas-premiações-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Algumas premiações" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/a-primeira-camera-de-glauber/' title='A primeira câmera de Glauber'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/A-primeira-câmera-de-Glauber-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="A primeira câmera de Glauber" /></a>
<a href='http://www.marinamara.com.br/2010/05/11/glauber-rocha-setenta-anos-de-amor-e-luta-pelo-cinema/glauber-foto/' title='Glauber foto'><img width="90" height="56" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Glauber-foto-90x56.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="" title="Glauber foto" /></a>
</p>
<p></span></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></div>
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<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><span style="color: #000000;">Por, Marina Mara</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p><span style="color: #000000;"> </span></p>
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		<title>Brasil &#8211; O Cinema Em Cartaz</title>
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		<title>Cultura em síntese</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 17:10:51 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="cultura em síntese"><img class="alignleft size-medium wp-image-937" title="cultura em síntese" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/cultura-em-síntese-273x300.jpg" alt="" width="273" height="300" /></a>A cidade nova também nasce sob o signo da arte. Lucio Costa desenha a urbs, mas também defende que o seu destino é ser a civitas possuidora dos atributos de uma capital. A definição está lá no seu Relatório do Plano Piloto: “cidade planejada para o trabalho ordenado e eficiente, mas ao mesmo tempo cidade viva e aprazível, própria ao devaneio e à especulação intelectual, capaz de tornar-se com o tempo, além de centro de governo e administração, num foco de cultura dos mais lúcidos e sensíveis do país”.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade é monumental, não no sentido da ostentação, previne Lucio e narra como a solução da cidade se apresentou a ele: “nasceu de um gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz”.</p>
<p style="text-align: justify;">O Eixo Monumental é um dos definidores da forma do Plano Piloto, o outro é o Eixo Rodoviário. A proporção de cada um desses eixos revela o conjunto da arquitetura, presente tanto nos espaços governamentais e institucionais quanto na circulação das vias. No Extremo Leste do Eixo Monumental, encontra-se a Praça dos Três Poderes, seguida da Esplanada dos Ministérios. No lado Oeste, depois do cruzamento dos eixos, onde encontra-se a Rodoviária, localiza-se o parque onde está situada a Torre de Televisão, com fontes luminosas e sonoras. Depois, vem o Setor de Difusão Cultural, o Centro de Convenções, a Praça do Buriti. No extremo Oeste, situa-se a Rodoferroviária, antes apenas estação de trens. Uma nova rodoviária está sendo construída na via Epia.</p>
<p style="text-align: justify;">A arquitetura da Esplanada dos Ministérios é formada pelo conjunto homogêneo dos edifícios dos ministérios. A esplanada é um espaço monumental, no qual prevalece a horizontalidade em relação aos edifícios que a limitam, permitindo a visão de extensas áreas livres. Depois da cidade construída, como solução para suprir a demanda de espaço em alguns ministérios, foram criados os anexos, concebidos como edifícios isolados ligados aos originais por passarelas.</p>
<p style="text-align: justify;">Intersecções, cruzamento de eixos, setores específicos, galerias, triângulos. Lucio Costa defende a cidade viva em quatro escalas: a monumental, a bucólica, a residencial e a gregária. “É assim que, sendo monumental, é também cômoda, eficiente, acolhedora e íntima. É ao mesmo tempo derramada e concisa, bucólica e urbana, lírica e funcional. Brasília, capital aérea e rodoviária; cidade-parque, sonho arqui-secular do Patriarca”.</p>
<p style="text-align: justify;">Brasília passa a ser discutida no Brasil e em certos pontos do mundo, de vários ângulos. Chega a ser criticada severamente por urbanistas e políticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda em 1959, realiza-se na empoeirada urbs um Congresso Internacional de Críticos de Arte. O brasileiro Mário Pedrosa dirá que a cidade nasce, então, sob o signo da arte moderna e contemporânea.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista do sociólogo Gilberto Freyre, Brasília representa uma nova perspectiva para o Brasil: “a perspectiva de um Brasil verdadeiramente inter-regional no seu modo de ser nação una e, ao mesmo tempo, plural; um Brasil feito de Brasis”.</p>
<p style="text-align: justify;">O geógrafo Milton Santos reconhecerá que “Brasília é a primeira grande cidade mundial nascida e completamente edificada em plena era científico-técnica”. Havia um capricho estético por trás de toda a força daquele novo conceito de urbanismo, arquitetura e arte.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso mostra porque até hoje Oscar Niemeyer tem peso quando se fala da continuidade da história de Brasília.</p>
<p style="text-align: justify;">Um diagnóstico preciso de que os habitantes viverão esse novo momento está nas palavras de Edson Nery das Fonseca, um dos fundadores da Biblioteca Central da Universidade de Brasília: “A nova capital é uma verdadeira síntese da cultura brasileira, para a qual contribuíram europeus, africanos, ameríndios e, mais recentemente, asiáticos. Elementos míticos e lógicos, rústicos e civilizadores, tradicionais e modernos misturam-se nas origens e na implantação da cidade, dando-lhe características ímpares”.</p>
<p style="text-align: justify;">Criou-se, a partir de educadores como Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, um conceito novo de educação para a cidade. A cultura também estava conectada com essas inovações, que seriam percebidas talvez muito demoradamente, mas constituíam diferenças das experiências artístico-culturais de outras cidades (as escolas-parque, colégios experimentais como o Ciem, ligado à UnB, o Elefante Branco, etc.) ao mesmo tempo em que as novidades da música como a Bossa Nova, dos filmes com o Cinema Novo, da arquitetura com a Arte Moderna, confluem para a Cidade Nova.</p>
<p style="text-align: justify;">Niemeyer traz um novo barroco à luz, enquanto Tom Jobim e Vinícius compõem a Sinfonia da Alvorada, enquanto Athos Bulcão expõe a arte na pele dos monumentos, enquanto pintores e artistas do concretismo e do neoconcretismo abraçam diversos planos pilotos de linguagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os renomados que podem ser citados como semeadores e pioneiros na nova capital, estão escritores como Cyro dos Anjos e Samuel Rawet, Dinah Silveira de Queiroz e os filósofos Eudoro de Souza (mitólogo) e Agostinho da Silva, ambos de origem portuguesa. A história também está registrada nas crônicas de Clemente Luz, nas reportagens em série de Adirson Vasconcellos, nos jornais diários (o Correio Braziliense teve seu primeiro número lançado no dia da inauguração da cidade). Não se pode esquecer aqui um patrimônio: a revista Brasília, editada pela Novacap.</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros cinemas em Brasília foram instalados no cenário de madeiras da Cidade-Livre. Na inauguração da cidade, fizeram espetáculos para o público, nomes como o do maestro Eleazar de Carvalho e o dramaturgo Nelson Rodrigues, convidado presente na inauguração. No Brasília Palace Hotel, ao lado do Palácio da Alvorada, músicos, cineastas e repórteres traziam a sua bossa para a cidade-nua que, inicialmente, causava algum estranhamento, mas logo todos constatavam que estavam na “sua” cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Em junho de 1960, é criada a Fundação Cultural e para sua direção é chamado o poeta Ferreira Gullar. A Fundação, vinculada à Secretaria de Educação e Cultura, tem planos bem estabelecidos por Gullar, que pensou num grande Museu de Arte Popular próximo ao Aeroporto e trouxe para Brasília a escola de samba da Mangueira e o bumba-meu-boi do Seu Teodoro.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade se deixa contaminar pelas primeiras estrelas que chegam aqui: a cantora lírica Diva Pieranti se apresentou no Clube Paranoá, a dançarina Eros Volúsia participou de um desfile de modas no Brasília Palace Hotel e outros artistas como Marlene, Emilinha Borba, Grande Otelo, Ângela Maria, Pixinguinha e Louis Armstrong, estiveram em Brasilia se apresentando em diversas ocasiões.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros marcos: a instalação em 1958 de uma filial da Rádio Nacional. Noutra estação, a Rádio Educadora, o maestro Claudio Santoro tinha um programa de comentários musicais. O primeiro lançamento de livros em 1959, na 1ª Semana de Arte de Brasília, com palestra do professor e ensaísta Alfredo Mesquita, da Escola de Arte Dramática de São Paulo. O Cine Brasília é inaugurado em 22 de abril de 1960, exibindo um título norte-americano. Gil Vicente e Pernambuco de Oliveira estão entre os primeiros dramaturgos montados na cidade. Sylvia Orthoff é uma outra referência: deu aulas no Caseb e fez uma montagem premiada de Morte e Vida Severina, de João Cabral. A autora do Hino Oficial da cidade é a pianista Neuza França, que traz para uma oficina Magdalena Tagliaferro, uma das pianistas brasileiras mais célebres.</p>
<p style="text-align: justify;">A Universidade de Brasília surge em 1962, com um corpo de professores na área da arquitetura, da literatura, do cinema, do teatro e da filosofia, que dificilmente se pode formar nos dias de hoje. Entre os professores fundadores estão Athos Bulcão, Alfredo Ceschiatti, Glênio Bianchetti, José Zanini e Rogério Duprat. Também estão nesse primeiro quadro nomes como os de Nelson Pereira dos Santos, Décio Pignatari, Aracy Amaral, Rubem Valentim e Odette Ernest Dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Professores que virão mais tarde e serão também determinantes da vida cultural da cidade: Paulo Emílio Salles Gomes, Vladimir Carvalho, Jorge Antunes e Rogério Costa Rodrigues. Este último, diria numa frase lapidar que, nos anos 60, “em Brasília bastava abrir uma barraquinha de pipoca que aquilo se constituía num evento’. Espaços como a Escola-Parque da 508 Sul, o Cine-Teatro Cultura, começam a surgir. Artistas que logo sairão de Brasília, com novas idéias e obras: Cildo Meirelles, Guilheme Vaz, Luiz Ácquila e Regina Miranda.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais no final dos anos 60, aparecem grupos musicais, grupos de teatro amador, grupos de escritores e artistas plásticos, trocando idéias, fundando os primeiros ateliês, fazendo experiências mais locais e pontuais, como a experiência de teatro no Colégio Objetivo, com Laís Aderne, as sessões de teatro de segunda-feira, na Martins Pena, organizadas por João Antônio. Grupos alternativos como A Tribo, as bandas de rock Margem e Tellah, e já no final dos anos 70, a Galeria Cabeças, que escancara o charme discreto da cidade com shows e espetáculos ao ar livre, inicialmente nas quadras e praças, depois no Parque da Cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Anos 60, implantação e perplexidade. Anos 70, impossibilidade e viagens. Anos 80, solidão e invenções. Anos 90, afirmação e manutenção. Século 21, primeira década, revelação e expectativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1987, a Unesco concede a Brasília o título de Patrimônio Cultural da Humanidade e em 2008 foi a capital americana da cultura.</p>
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