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	<title>Marina Mara - Sítio oficial &#187; Correio Braziliense</title>
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	<description>Literatura, arte, música e muito mais</description>
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		<title>O Otto não me comeu</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 21:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>
		<category><![CDATA[Certa manhã acordei de sonhos intranquilos]]></category>
		<category><![CDATA[Correio Braziliense]]></category>
		<category><![CDATA[novo CD de Otto]]></category>
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		<description><![CDATA[Estava eu em Brasília, em dezembro passado – 2008, em uma festa tipo control-cê-control-vê, pois, por essas bandas aqui do Cerrado, teimam em não inovar – em quase nada. Entre a vigésima e a vigésima-primeira tentativa de manter a integridade física de meus pés, esquivando-os dos incidentes causados por displicentes saltos altos que se acotovelavam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2010%2F11%2F12%2Fo-otto-nao-me-comeu%2F&amp;title=O%20Otto%20n%C3%A3o%20me%20comeu"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="otto_-_certa_manha_acordei_de_sonhos_intranquilos" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/12/otto_-_certa_manha_acordei_de_sonhos_intranquilos.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2562" title="otto_-_certa_manha_acordei_de_sonhos_intranquilos" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/12/otto_-_certa_manha_acordei_de_sonhos_intranquilos-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Estava eu em Brasília, em dezembro passado – 2008, em uma festa tipo control-cê-control-vê, pois, por essas bandas aqui do Cerrado, teimam em não inovar – em quase nada. Entre a vigésima e a vigésima-primeira tentativa de manter a integridade física de meus pés, esquivando-os dos incidentes causados por displicentes saltos altos que se acotovelavam por um pedaço de pista de dança, vejo, sentado sozinho em uma mesa &#8211; e com cara de “é o que tem pra hoje”-, o <a href="www.myspace.com/ottobrasil  ">Otto</a>. É esse mesmo, o músico.</p>
<p style="text-align: justify;">Não pensei duas vezes e fui lá forçar amizade. Acho a tietagem broxante pra caralho, mas a possibilidade de encontrar um papo interessante naquele lugar me fez engolir meus preconceitos e fui até ele. Ao chegar à mesa, com cara de surpresa, disse a ele: “você não é quem eu to pensando que você é, né?” Ele, com uma cara de “ai minhas bolas”, educadamente, disse: “sou eu sim.” Aí eu, com os braços estendidos clamando por um abraço, disse: “Lirinha!”(esse é o nome do vocalista do Cordel do Fogo Encantado). Após eu ter dito: “brincadeirinha!”, em meio a boas risadas, o papo começou a fluir.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo de cara fiz ao Otto um convite interessante, coisa de brother, o qual não consigo me lembrar agora, e ele foi, a caminho da “salvação” da night-pé-no-saco. Papo vai, papo vem, amigo chega, amigo sai, voltei para a festa, pois não queria monopolizar o rapaz. Após vários tumtstuns, o Otto é que tava a minha procura para uma segunda rodada de&#8230; boa conversa. Topei sem fazer doce, pois o cara é gente fina, na dele. Além disso, tenho uma forte tendência a ir com a cara de cancerianos, geralmente têm bom coração.  Blá, blá, blázzzzzzz&#8230;Enfim, os ponteiros do relógio apontaram para a porta da rua e eu já podia ouvir ao longe meu edredom dizendo: “Mariiiina, Mariiina&#8230;”. Vazei. Sem trocar emeio, telefone. Só sinais de fumaça.</p>
<p style="text-align: justify;">Dias depois, véspera de fim-de-ano, tomei a estrada rumo a Caraíva (na divisa da Bahia com outro continente distante), aquilo sim foi uma “viagem”. Na estrada, parecia que eu havia tomado alguma substância lisérgica, pois eu via tudo derretendo: as encostas, os morros, o asfalto e os impostos que pago re-li-gi-o-sa-men-te, os quais tomam um desvio até as meias e/ou cuecas de alguns politiqueiros, deixando rombos no orçamento, nas estradas e principalmente no do carro que quase deu PT (não tô falando do partido, acho). Enfim.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegando a Caraíva, fui logo dar um oi a Iemanjá com ar de desbravadora (assim, com olhar contemplativo e narinas ligeiramente abertas) que, enfim, chegou ao seu destino. Ao estender minha canga na areia, me sentei e olhei para o lado, coisa de cinco metros de distância. Quem está lá exibindo sua rubra sunga salpicada de areia? O Otto. É esse mesmo, o músico – de novo. Ele se aproximou e a risada foi mais instantânea que da primeira vez. E ele solta: “Tu tá me seguindo, é?”. Enfim, batemos um papo e nos despedimos. Nunca mais o encontrei em festas chatas na capital federal nem em Caraíva. Será que é porque eu parei de ir à festas chatas na capital federal e de viajar para Caraíva? Não importa.</p>
<p style="text-align: justify;">O importante é que, exatamente um ano depois, leio a notícia de que ele está lançando um CD novinho em folha, digo, em faixas, chamado <em>Certa manhã acordei de sonhos intranquilos</em> (foto). Na boa, o melhor CD que ouvi este ano, rola uma beleza forte e singela ao mesmo tempo criada por instrumentos eruditos, pegadas indígenas, batuque e hightech.  Além da pegada do Otto, tem também a participação de Naná Vasconcelos, Lirinha, da linda da Céu e da cantora mexicana Julieta Venegas.  E o cara parece estar muito bem também com as coisas do mundo de Otto. Taí, fiquei feliz por ele e por meus ouvidos. <a href="http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/12/22/diversaoearte,i=162381/DEPOIS+DE+SEIS+ANOS+SEM+LANCAR+UM+DISCO+DE+INEDITAS+OTTO+SE+REINVENTA+COM+O+QUARTO+E+MELHOR+ALBUM+DA+CARREIRA.shtml">Clique aqui para ler a entrevista cedida para o Correio Braziliense sobre o CD.</a></p>
<p style="text-align: justify;">Ah, e quer saber o porquê do título “O Otto não me comeu”? Para despertar seu interesse em ler minha verborragia ottesca e fazer um trocadilho com o meu poema <em><a href="http://www.marinamara.com.br/2009/10/10/o-mcdonald´s-me-comeu-2/">O McDonald´s me comeu</a>, </em> conseguindo assim mais acessos para o meu sítio. Sacô?</p>
<p style="text-align: justify;">Sucesso cara!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2010%2F11%2F12%2Fo-otto-nao-me-comeu%2F&amp;title=O%20Otto%20n%C3%A3o%20me%20comeu"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
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		<title>Taguatinga, reduto da poesia no Planalto Central</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 12:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que seria do Rio de Janeiro sem o Samba ou de Recife sem o Frevo? Isso sem falar no Boi Bumbá e no Axé dos nossos baianos. Cada cidade tem a sua particularidade, sua marca que a faz especial a sua maneira. Taguatinga, como não poderia ficar de fora, também tem seus encantos.
A cidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2010%2F05%2F27%2Ftaguatinga-reduto-da-poesia-no-planalto-central%2F&amp;title=Taguatinga%2C%20reduto%20da%20poesia%20no%20Planalto%20Central"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="taguá" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/07/taguá.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-261" title="taguá" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/07/taguá.jpg" alt="" width="252" height="179" /></a>O que seria do Rio de Janeiro sem o Samba ou de Recife sem o Frevo? Isso sem falar no Boi Bumbá e no Axé dos nossos baianos. Cada cidade tem a sua particularidade, sua marca que a faz especial a sua maneira. Taguatinga, como não poderia ficar de fora, também tem seus encantos.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade quase foi batizada, a título de homenagem póstuma, de &#8220;Presidente Kennedy&#8221;, mas optou-se pelo topônimo Tupi Guarani “Taguatinga”, surgido da fusão de Tauá + Tinga, que significa “Barro Branco”, característica geológica da região. Em sua criação, alguns tradutores, equivocadamente, traduziram o termo como “Ave Branca” (Igra + Tinga), o que não tardou em se tornar o símbolo da cidade, presente inclusive em sua bandeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Em meio a tantas peculiaridades, talvez a mais marcante seja o fato de Taguatinga ser considerada, por muitos, a cerne da poesia brasiliense. É muito comum encontrarmos poetas recitando suas linhas em bares, em praças acompanhados do violão e principalmente nos saraus que são muito frequentes naquela cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que a poesia paira no ar de Taguatinga?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Há algumas possíveis definições acerca dessa bruma poética que paira nos ares de “Taguá”. Segundo o Jornalista Zé Carlos, da coluna Fala Zé do Correio Braziliense,  <em>“</em>Taguatinga é originalmente independente de Brasília e, por tanto, desenvolveu também sua independência cultural”. E complementa: “Taguatinga tem origem independente de Brasília, movimentos culturais distintos, ideologias próprias. A função da poesia é tocar, também, os menores-carentes-culturais, por isso o lugar da poesia é na rua, é na nossa comunidade”.</p>
<p style="text-align: justify;">Taguatinga é a melhor opção para os admiradores das artes, pois, regularmente é palco de diferentes saraus como o &#8211; já tradicional &#8211; Tribo das Artes (www.tribodasartes.org.br), o do Sítio<strong> </strong>Geranium (<a href="http://www.sitiogeranium.com.br/">www.sitiogeranium.com.br</a>) e o favorito da galera mais jovem, o Soma Cultural (<a href="http://www.somacultural.com.br/">www.somacultural.com.br</a>) que sempre traz em suas edições a apresentação de bandas alternativas, exposições de arte conceitual, além de muita poesia e gente bonita vinda de todos os cantos do DF. “É notória a presença de pessoas de outras cidades, principalmente do Plano Piloto, nesses eventos. Isso é o que faz de Taguatinga o <em>“point”</em> da poesia do D.F”, comentam Fernando Teles e Rafael Marques, idealizadores do Soma Cultural.</p>
<p style="text-align: justify;">A poesia taguatinguense não tem hora nem local, ela simplesmente surge numa mesa de bar, em shows&#8230; e isso é o que faz de Taguatinga o <em>Monte Parnasus</em> do Planalto Central.</p>
<p style="text-align: justify;">Marina Mara</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2010%2F05%2F27%2Ftaguatinga-reduto-da-poesia-no-planalto-central%2F&amp;title=Taguatinga%2C%20reduto%20da%20poesia%20no%20Planalto%20Central"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
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		<title>É possível viver de Teatro no DF?</title>
		<link>http://www.marinamara.com.br/2009/12/20/e-possivel-viver-de-teatro-no-df/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 19:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Grandes intérpretes da cidade afastam-se dos palcos profissionais e tocam a vida em atividades paralelas, infelizmente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="TEXT-ALIGN: justify"><a class="lightbox" title="máscaras" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/12/máscaras.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2578" title="máscaras" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/12/máscaras-300x217.jpg" alt="" width="300" height="217" /></a>Teve um tempo em que os nomes desses intérpretes estavam nos créditos dos bons espetáculos do DF. Dora Wainer, Dina Brandão, Iara Pietricovsky, João Paulo Oliveira e Luís Guilherme encabeçaram montagens marcadas pela qualidade técnica e artística. Motivados por motivos variados, sobretudo a falta de investimento governamental no teatro do DF, eles caminharam para atividades paralelas, algumas ligadas à arte, outras sem ligações afins.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">&#8220;Sou movida a arte,a cultura e a política&#8221;, assume, com o &#8220;sotaque brasiliense&#8221;, a paulistana Iara Pietricovsky. Se não há certeza de que a origem judaica lhe confira a assumida qualidade errante, Pietricovsky não deixa dúvidas quanto ao ativismo político: ela integrou a 5ª Conferência sobre Mudança de Clima (em Copenhague).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Saída de cena, há cinco anos, Iara teve que optar pela tese de mestrado e deixar de lado uma montagem da Companhia dos Sonhos (de Hugo Rodas). Passado o tempo, a leitura e as ideias que fervilham em História de mulheres (da espanhola Rosa Montero) despertam o interesse dela por um retorno aos palcos. Vale lembrar que o relativo recolhimento de Iara veio na esteira dos sucessos de Rosanegra, uma saga sertaneja e Arlequim, servidor de dois patrões, ambas montagens de Rodas.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Antropóloga, com especialização em ciências políticas, a atriz com ascendência polonesa chega aos 55 anos &#8220;super na ativa&#8221;. O movimento pela ética na política, a campanha contra a fome liderada por Betinho e a formulação da anistia para exilados foram temas de mobilização para a ONG Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), que ela coordena há nove anos. O controle social sobre as políticas públicas, na perspectiva do orçamento, um dos objetivos do Inesc, traz recompensas como o recente prêmio de melhor tecnologia social, por causa de trabalho com adolescentes da escola pública de setores periféricos à capital. &#8220;Estimulamos a conscientização, daí nossa organização fazer parte da trajetória da construção da cidadania no Brasil&#8221;, resume.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Estimulados por Sylvia Orthof, quando (em 1960), aos 6 anos, Iara chegou a Brasília, os passos da atriz desembocaram em nova compreensão de mundo. &#8220;O teatro não saiu: foi ele que me propiciou dar um salto para outras dimensões. Sem passar pelo palco, jamais teria a sensibilidade de notar a importância de como uma expressão artística sai da racionalidade cartesiana e amplia o alcance de mobilização por outros canais&#8221;, sentencia. Para além do teatro ligado a populações indígenas e meio ambiente, Iara, no passado, brilhou nos palcos em duas versões para O exercício (Dimer Monteiro e B. de Paiva), eternizou a Gata de Os Saltimbancos e integrou o elenco de Os pequenos burgueses, A caça aos ratos e Hamleto (ambos por Antônio Abujamra).</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Atuante na Articulação Latino-Americana Cultura e Política, &#8220;que dissemina os direitos humanos e revitaliza identidades culturais&#8221;, o lado militante não deixa de transparecer no exame da carreira abraçada pela menina que encarou o teatro aos 13 anos, com aulas de Laís Aderne. Entusiasmada, ao lembrar das participações em A serpente e A vida é sonho, Iara Pietricovsky é enfática: &#8220;Não vou largar o teatro nunca. Tô fazendo teatro até no parlamento do Mercosul (risos). Foi o palco que me ajudou a saber me colocar e a convencer o público&#8221;.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Redator completo</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Há dois anos sem encarar a plateia, o alagoano João Paulo Oliveira, que se diz um ator bissétimo &#8211; mais do que bissexto, não segreda que internamente, não parou com a pulsão artística. &#8220;Me sinto num daqueles intervalos. A arte é uma atividade intermitente: nunca pensei em abandoná-la&#8221;, comenta o publicitário e ator que chegou em Brasília, aos 7 anos, em 1973. Diretor de criação de agências, há 25 anos, ele não deixa de unir tarefas com apelos gráfico e audiovisual à criatividade. &#8220;O traço de ator entra no cotidiano com os textos. No cinema e no teatro, sempre tenho a postura de partícipe. Isso colabora e incrementa a função de diretor de criação&#8221;, explica.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Foi nos anos de 1980, que, com uma irmã bailarina, João Paulo se aventurou na dança ao tomar parte em grupos como Asas e Eixos e EnDança, além de ter buscado aprimoramento com Yara de Cunto, Norma Lília e Gisèle Santoro. &#8220;Tive o privilégio de trabalhar com grupos fortes que permanecem na minha vida&#8221;, conta. Se deixou a dança em fins dos 1980, a consciência corporal permaneceu junto a outras qualidades de investidas naquilo que define como teatro colaborativo. &#8220;Minha escola foi dentro dos grupos conduzidos por pessoas como Fernando Villar (do grupo Vidas Erradas), Ricardo Torres, Alexandre Ribondi e Hugo Rodas (com e a Companhia dos Sonhos). Nos espetáculos, a gente se misturava no palco e cada um aprendia fazendo. A criação coletiva era marca forte&#8221;, relembra.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Aos 44 anos, João Paulo estima em 50 as participações em obras de encenação para adultos, operetas, espetáculos de dança, teatro infantil e balés. No cinema, esteve nos primeiros filmes do José Eduardo Belmonte, como Três e Subterrâneos, além de figurar em Sinistro (de René Sampaio), &#8220;espécie de clássico instantâneo do cinema brasileiro&#8221;. Ao assumir uma atividade com fonte de renda mais certa, João Paulo, que casou aos 21 anos, percebe ter tornado um redator mais completo, pelo currículo artístico. &#8220;Encarar a montagem de uma peça é uma pedreira: representa um terceiro turno, tem que se ter muita paixão&#8221;, avalia ele, que vê a filha Nina Oliveira na adrenalina, aos 22 anos, com o curso de cênicas da UnB.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Ator de Ventiras e merdades (de Fernando Villar), apresentada por apenas três dias no Teatro Nacional, em 2005, à época, João Paulo encarou o papel de Fofo Leo, um apresentador de tevê machão, que fingia ser gay, numa participação da peça de quase três horas de duração. A experiência de meses de ensaio, para uma breve temporada, exemplifica o esforço constante de &#8220;religar a chave de ator&#8221;: &#8220;Cada montagem é como um curso de extensão. Imagina alguém fazer umas 50 pós-graduações sempre voltadas para o estímulo da reação em cena&#8221;, conta. Entre tanta dedicação, o ator aponta orgulho, como o de ter integrado Arlequim, servidor de dois patrões. &#8220;Foi uma caixinha de música: tudo funcionou tão bem como um relógio e com uma nata de atores e amigos&#8221;, conclui.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Suspiro no cinema</strong></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Quem viu Dina Brandão no palco não esquece. Mesmo longe das montagens profissionais desde 1996, quando fez O resto é silêncio, de Túllio Guimarães, ela causa burburinho. Em 2007, ganhou os holofotes quando recebeu uma menção honrosa no Festival de Miami pelo curta-metragem Dona Custódia, de Adriana de Andrade. O prêmio foi criado especialmente pelo júri para premiar a intérprete. &#8220;Tinha medo de levar para o cinema uma caricatura. Fiz uma oficina com Walter Lima Jr. e ele dizia que, no cinema, o menos é mais. Segui essa premissa e o resultado foi forte. Tenho muito que agradecer a Adriana de Andrade que me botou na fita&#8221;, conta.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Apesar da projeção no cinema, Dina Brandão sonha em voltar aos palcos e dividir o cotidiano de funcionária pública com os rituais de atriz. &#8220;É um desejo ardente. Quando vejo espetáculos que me tocam, dá uma vontade enorme de estar no palco, de sentir aquele frio na barriga antes de entrar em cena. Eu sinto cheiro de palco&#8221;, destaca Dina, que nunca passou pela cabeça desistir de ser artista.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">A atriz lembra que foram muitos os motivos que a tiraram de cena. A falta de convites interessantes, a produção que não dava conta de erguer a montagem, os textos em que ela não se arrebatava pelas personagens e a consciência que não dava para viver de teatro no DF, pela falta de política publica. &#8220;Fui me afastando do meio e ninguém me chamava mais. Não me interessava fazer qualquer trabalho. Tinha que estar apaixonada&#8221;, destaca.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Dina Brandão faz teatro desde 1974. Começou com Humberto Pedrancini e, depois de fazer bastante teatro amador, passou por uma dúzia de peças profissionais. Trabalhou com nomes que ajudaram a construir o teatro no DF, como Chico Sant%u2019Anna, Dimer Monteiro e Gê Martu. Viajou, com montagens, pela América Latina. Hoje, observa, atenta, a atual produção da cidade. &#8220;Antes, era um teatro de ralação, de amor ao teatro. A gente realizava um espetáculo por acreditar no teatro. Agora, não sei dizer se as condições de trabalho melhoraram, mas só tem teatro se tiver uma produção profissional&#8221;, compara.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Fonte: Correio Braziliense</p>
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		<title>História do Cinema Mundial</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 14:10:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Curso gratuito de História do Cinema Mundial, em 4 módulos autônomos, no Museu Nacional da República.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a class="lightbox" title="curso" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/11/curso.jpg"></a>Curso gratuito de<strong> História do Cinema Mundial</strong>, em 4 módulos autônomos, no Museu Nacional da República.<br />
 <br />
<strong>Inscrições da 2ª fase <br />
</strong>Confira os módulos e mais informações no blog <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.historiacinemamundial.blogspot.com/">www.historiacinemamundial.blogspot.com</a></span></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Fase 2</strong> &#8211; novembro/dezembro</p>
<p style="text-align: left;">Os  quatro  novos  módulos,  com  quatro  novos  professores,  serão  os  seguintes:<br />
 <br />
<strong>Módulo  Cinema  Clássico:</strong>  busca  entender  como  se  formou  a  tradição  clássica hollywoodiana  e  de  outros  países.  Que  aspectos  ideológicos  e  de  linguagem formataram esta  tradição? O Cinema clássico ao redor do mundo: Howard Hawks nos EUA,  Yasujiro  Ozu  no  Japão,  Jean  Renoir  na  França,  entre  muitos  outros.  Gêneros clássicos:  faroeste,  filme noir, melodrama, etc.  Seis aulas. Nas quartas-feiras, dias 04, 11,  18  e  25  de  novembro;  02  e  09  de  dezembro.  08h-12h.<br />
 <br />
<strong>Professor:</strong> Ulisses de Freitas é  jornalista, especializado em assuntos culturais. Escreveu críticas  de  cinema  para  o  Correio  Braziliense  e  para  o  site  Candango,  onde  é  editor. Participou da organização, programação e produção de mostras e festivais de cinema.<br />
 <br />
<strong>Módulo Cinema Moderno:</strong> a partir do neo-realismo italiano nos anos 40 e 50, o cinema dos  anos  60  reinventa  as  vanguardas  e  radicaliza  padrões  estéticos  e  ideológicos precedentes. As  “novas ondas”, chefiadas pelos  franceses  (Godard, Truffaut, Resnais), percorrem  o  mundo:  Brasil  (Glauber  Rocha,  Sganzerla),  Itália  (Fellini,  Antonioni), Alemanha  (Herzog, Wenders), entre outros. Seis aulas. Nas quintas-feiras, dias 05, 12, 19  e  26  de  novembro;  03  e  10  de  dezembro.  08h-12h. Quatro  aulas.  Um mês  de duração.  <br />
 <br />
<strong>Professor:</strong> Anderson  Melo  é  professor  das  áreas  de  cinema,  literatura  e<br />
multimeios, atualmente  desenvolve  pesquisa  de  mestrado  sobre  a  poética<br />
cinematográfica de Federico Fellini. <br />
 <br />
<strong>Módulo  Documentário  Contemporâneo:</strong>  as  radicais  transformações  que  o  formato documental  passou  através  dos  anos  e  sua  atual  tendência  a questionar  o  formato “clássico”  e  descobrir  formas  inusitadas  de  reavaliar  o  conceito  de  “documentar”. Quatro aulas. Dias 05, 12, 19 e 26 de novembro. 14h-18h. Quatro aulas. Um mês de duração. <br />
 <br />
<strong>Professor:</strong> Getsemane  Silva  é  diretor,  produtor  e  pesquisador  de  cinema.  Realizou  8 documentários  média-metragem  nos  modos  observacionais  e  expositivos.  É  especialista  em Documentário pela Universitat Autónoma de Barcelona. Foi produtor executivo de mais de 20 documentários  para  a  TV  Câmara,  e  é  gerente  de  conteúdo  e  programação  da  mesma.<br />
 <br />
<strong>Módulo Cinema de Brasília:</strong> o percurso da linguagem cinematográfica na cidade, desde os  primórdios  até  a  bem-sucedida  configuração  como  “pólo  de  cinema”  e  a  criativa produção  atual. Quatro  aulas. Nas  quartas-feiras,  dias  04,  11,  18  e  25  de  novembro. 14h-18h.  Quatro aulas. Um mês de duração. <br />
 <br />
<strong>Professor:</strong>  Fábio  Crispim  é  mestre  em  Teoria  Literária  pela  UnB,  professor  da  UEG (Universidade Estadual de Goiás) e do IESB. Tradutor de filmes, vem trabalhando, desde 2002,  na  área  de  traduções  e  legendagem  eletrônica  em  diversos  eventos  como  a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o Festival Internacional do Rio, o Festival Internacional  de  Brasília,  entre  outros. <br />
 <br />
São 50 vagas para cada módulo com entrega de certificado via parceria com o Decanato de Extensão da UnB (com mínimo de 75% de presença nas aulas). Alunos ouvintes (que participarão do curso, mas não estarão inscritos) são bem-vindos! <br />
 <br />
<strong>Serviço:</strong></p>
<p style="text-align: left;">Curso de História do Cinema Mundial – Fase 2<br />
4 módulos autônomos no período de 1 mês (04/11 a 10/12).<br />
 <br />
<strong>Local:</strong> Auditório 2 do Museu Nacional da República.<br />
Entrada franca, mediante inscrição – vagas limitadas.  <br />
<strong>Frequência:</strong> 1 aula semanal de 4 horas para cada módulo.<br />
<strong>Duração:</strong> 4 a 6 semanas.<br />
<strong>Dias:</strong> Quartas e quintas, manhã e tarde. Verifique conforme o módulo.<br />
 <br />
Além das aulas, o Curso ainda contará com <strong>Cineclube</strong> gratuito e simultâneo ao período das aulas com títulos relacionados ao conteúdo dos períodos do cinema  abordados,  sendo  complementar  aos  alunos  e  uma  oportunidade  de  diálogo com o público da cidade. Todas as quintas, durante o período do curso 05/11 a 10/12, às 20h. Cabíria Café (413 Norte). Entrada Franca.  <br />
 <br />
05/11, às 20h<br />
Era Uma Vez Em Tóquio(Tokyo Monogatari).  <br />
 <br />
12/11, às 20h<br />
O Homem Que Matou o Facínora(The Man Who Shot Liberty Valence). <br />
 <br />
19/11, às 20h<br />
Jules e Jim (Jules et Jim).<br />
 <br />
26/11, às 20h<br />
8 ½. <br />
 <br />
03/12,às 20h <br />
Tarnation. <br />
 <br />
10/12, às 20h<br />
 A Concepção.</p>
<p style="text-align: left;"> Fonte: Site Candango</p>
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		<title>Mídia</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 20:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Boca a Boca</strong>, SCS Quadra 01 Ed. Ceará sala 1212, telefone: (61) 3223 4397</p>
<p><strong>Correio Braziliense</strong>, SIG, quadra 2 número 340, telefone: (61) 3342 1200, fax 3342 1194</p>
<p><strong>Jornal de Brasília</strong>, SIG Trecho 1, lote 585/645, telefone: (61) 3343 8000, fax: (61) 3226 67</p>
<p><strong>Jornal Brasília Entorno da Notícia,</strong> SRTVN 701 &#8211; Centro Empresarial Norte, sala 626 Ala B &#8211; Fone (61) 3967 7495 &#8211; (61)8449 749535</p>
<p> </p>
<p><strong>Gazeta Mercantil</strong>, SRTVS, quadra 701, lote 5, bloco A, Centro Empre­sarial Brasília, 2º andar, telefone: (61) 3314 6060, fax: (61) 3314 6065</p>
<p><strong>Jornal da Comunidade</strong>, SIG, quadra 2, lote 570/590, telefone: (61) 3344 4300, fax: (61) 3344 0645</p>
<p><strong>Tribuna do Brasil</strong>, SIA Trecho 3/4, lotes 1645/55, telefone: (61) 3403 3172, fax: (61) 3403 3140</p>
<p><strong>Jornal do Brasil</strong>, Caderno Brasília, SCN Qd 2 bloco D, torre A, Liberty Mall, sala 501/506, telefone: (61) 3313 5857, fax: (61) 3326 4583</p>
<p><strong>Revista Foco</strong>, SHIS QI 9, conjunto 1, casa 2, telefax: (61) 3364 5929</p>
<p><strong>Caderno Brasília do jornal Hoje em Dia</strong>, SHCGN 702/703, Bl H, 49, sala 201, telefone 3327 1001, fax 3327 3262</p>
<p><strong>Revista Roteiro</strong>, Setor Hoteleiro Sul Ed. Brasil XXI sala 1307, telefone: (61) 3217 0217</p>
<p><strong>Tablado</strong>, revista de divulgação cultu­ral, SCLN 310 Bloco B sala 112, tele­fax: (61) 3272 6707</p>
<p><strong>Site Candango</strong>, site criado pela Fabrika, para divulgar a cultura brasiliense, SIG quadra 6, telefone: (61) 3343 1500, fax: (61) 3344 2496</p>
<p><strong>Rede Globo</strong>, SRTVN, Q. 701, Bl ª Ed. Rede Globo, telefone: (61) 3316 9200, fax: (61) 3316 9287</p>
<p><strong>Rede Bandeirantes</strong>, SCS, Q 6 Bl A, Ed. Jesse Freire, 2º e 3º andar, telefone 3321 8838, fax 3244 3226</p>
<p><strong>TV Brasília</strong>, SIG Q. 2 lt. 340, telefone: (61) 3342 1010, fax 3344 7012</p>
<p><strong>TV Brasil Radiobrás</strong>, SCRN 702/703, Bl. B Ed. Radiobrás, telefone: (61) 3327 4486, fax: (61) 3327 4482</p>
<p><strong>TV Câmara</strong>, Anexo 2, pavimento su­perior, Ala C, sala 170, telefone: (61) 3216 1600</p>
<p><strong>TV Record</strong>, SRTVS 701, lt. 10, Bl. H, Ed. Record, sala 203, telefone: (61) 3325 3881, fax: (61) 3325 3800</p>
<p><strong>TV SBT</strong>, SRTVS 701 Bl I, 3º andar, Ed. Pálacio da Imprensa, telefone: (61) 3322 9666, fax: (61) 3321 2561</p>
<p><strong>TV Senado</strong>, Praça dos Três Poderes, Brasília, CEP: 70165-900 telefone: (61) 311 4647</p>
<p><strong>Rádio Atividade FM</strong>, Setor Hoteleiro Sul, projeção J, Taguatinga, telefone: (61) 3035 1010</p>
<p><strong>Rádio CBN</strong>, SRTVS 701, Ed. Assis Chateaubriand Bl. 2, sala 701, te­lefone: (61) 3316 9524, fax: (61) 3316 9526</p>
<p><strong>Rádio Cultura FM</strong>, SCN, Via N2 Ane­xo do Teatro Nacional, telefone: (61) 3325 6254, fax: (61) 3325 6261</p>
<p><strong>Rádio Executiva FM</strong>, SHS Qd. 6 Bl. E, sala 227, telefone: (61) 3325 6761</p>
<p><strong>Rádio Nacional FM</strong>, SCRN 702/703, Bl. B, ed. Radiobrás, subsolo, telefone: (61) 3327 4620, fax: (61) 3327 4622</p>
<p><strong>Brasília Super FM</strong>, Ed. Base da Torre de Televisão, nº 3, telefone: (61) 3321 1313, fax: (61) 3226 2921</p>
<p><strong>Rádio Transamérica FM</strong>, SRTVN Qd. 701, Ed. Transamérica, Asa Norte, site: brasiliapop.bigsolutionsidc.com.br, telefone: (61) 3032 1001</p>
<p><strong>Rádio Verde Oliva</strong>, Centro de Co­municação Social do Exército, Quartel General do Exército, bloco B, SMU, te­lefone: (61) 3415 4952</p>
<p><strong>Rádio 105 FM</strong>, SIG quadra 02 núme­ro 340, Setor Gráfico, telefone: (61) 3342 1050.</p>
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		<title>Cultura em síntese</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 17:10:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A cidade nova também nasce sob o signo da arte. Lucio Costa desenha a urbs, mas também defende que o seu destino é ser a civitas possuidora dos atributos de uma capital. A definição está lá no seu Relatório do Plano Piloto: “cidade planejada para o trabalho ordenado e eficiente, mas ao mesmo tempo cidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2009%2F08%2F25%2Fcultura-em-sintese%2F&amp;title=Cultura%20em%20s%C3%ADntese"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="cultura em síntese"><img class="alignleft size-medium wp-image-937" title="cultura em síntese" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/cultura-em-síntese-273x300.jpg" alt="" width="273" height="300" /></a>A cidade nova também nasce sob o signo da arte. Lucio Costa desenha a urbs, mas também defende que o seu destino é ser a civitas possuidora dos atributos de uma capital. A definição está lá no seu Relatório do Plano Piloto: “cidade planejada para o trabalho ordenado e eficiente, mas ao mesmo tempo cidade viva e aprazível, própria ao devaneio e à especulação intelectual, capaz de tornar-se com o tempo, além de centro de governo e administração, num foco de cultura dos mais lúcidos e sensíveis do país”.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade é monumental, não no sentido da ostentação, previne Lucio e narra como a solução da cidade se apresentou a ele: “nasceu de um gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz”.</p>
<p style="text-align: justify;">O Eixo Monumental é um dos definidores da forma do Plano Piloto, o outro é o Eixo Rodoviário. A proporção de cada um desses eixos revela o conjunto da arquitetura, presente tanto nos espaços governamentais e institucionais quanto na circulação das vias. No Extremo Leste do Eixo Monumental, encontra-se a Praça dos Três Poderes, seguida da Esplanada dos Ministérios. No lado Oeste, depois do cruzamento dos eixos, onde encontra-se a Rodoviária, localiza-se o parque onde está situada a Torre de Televisão, com fontes luminosas e sonoras. Depois, vem o Setor de Difusão Cultural, o Centro de Convenções, a Praça do Buriti. No extremo Oeste, situa-se a Rodoferroviária, antes apenas estação de trens. Uma nova rodoviária está sendo construída na via Epia.</p>
<p style="text-align: justify;">A arquitetura da Esplanada dos Ministérios é formada pelo conjunto homogêneo dos edifícios dos ministérios. A esplanada é um espaço monumental, no qual prevalece a horizontalidade em relação aos edifícios que a limitam, permitindo a visão de extensas áreas livres. Depois da cidade construída, como solução para suprir a demanda de espaço em alguns ministérios, foram criados os anexos, concebidos como edifícios isolados ligados aos originais por passarelas.</p>
<p style="text-align: justify;">Intersecções, cruzamento de eixos, setores específicos, galerias, triângulos. Lucio Costa defende a cidade viva em quatro escalas: a monumental, a bucólica, a residencial e a gregária. “É assim que, sendo monumental, é também cômoda, eficiente, acolhedora e íntima. É ao mesmo tempo derramada e concisa, bucólica e urbana, lírica e funcional. Brasília, capital aérea e rodoviária; cidade-parque, sonho arqui-secular do Patriarca”.</p>
<p style="text-align: justify;">Brasília passa a ser discutida no Brasil e em certos pontos do mundo, de vários ângulos. Chega a ser criticada severamente por urbanistas e políticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda em 1959, realiza-se na empoeirada urbs um Congresso Internacional de Críticos de Arte. O brasileiro Mário Pedrosa dirá que a cidade nasce, então, sob o signo da arte moderna e contemporânea.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista do sociólogo Gilberto Freyre, Brasília representa uma nova perspectiva para o Brasil: “a perspectiva de um Brasil verdadeiramente inter-regional no seu modo de ser nação una e, ao mesmo tempo, plural; um Brasil feito de Brasis”.</p>
<p style="text-align: justify;">O geógrafo Milton Santos reconhecerá que “Brasília é a primeira grande cidade mundial nascida e completamente edificada em plena era científico-técnica”. Havia um capricho estético por trás de toda a força daquele novo conceito de urbanismo, arquitetura e arte.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso mostra porque até hoje Oscar Niemeyer tem peso quando se fala da continuidade da história de Brasília.</p>
<p style="text-align: justify;">Um diagnóstico preciso de que os habitantes viverão esse novo momento está nas palavras de Edson Nery das Fonseca, um dos fundadores da Biblioteca Central da Universidade de Brasília: “A nova capital é uma verdadeira síntese da cultura brasileira, para a qual contribuíram europeus, africanos, ameríndios e, mais recentemente, asiáticos. Elementos míticos e lógicos, rústicos e civilizadores, tradicionais e modernos misturam-se nas origens e na implantação da cidade, dando-lhe características ímpares”.</p>
<p style="text-align: justify;">Criou-se, a partir de educadores como Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, um conceito novo de educação para a cidade. A cultura também estava conectada com essas inovações, que seriam percebidas talvez muito demoradamente, mas constituíam diferenças das experiências artístico-culturais de outras cidades (as escolas-parque, colégios experimentais como o Ciem, ligado à UnB, o Elefante Branco, etc.) ao mesmo tempo em que as novidades da música como a Bossa Nova, dos filmes com o Cinema Novo, da arquitetura com a Arte Moderna, confluem para a Cidade Nova.</p>
<p style="text-align: justify;">Niemeyer traz um novo barroco à luz, enquanto Tom Jobim e Vinícius compõem a Sinfonia da Alvorada, enquanto Athos Bulcão expõe a arte na pele dos monumentos, enquanto pintores e artistas do concretismo e do neoconcretismo abraçam diversos planos pilotos de linguagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os renomados que podem ser citados como semeadores e pioneiros na nova capital, estão escritores como Cyro dos Anjos e Samuel Rawet, Dinah Silveira de Queiroz e os filósofos Eudoro de Souza (mitólogo) e Agostinho da Silva, ambos de origem portuguesa. A história também está registrada nas crônicas de Clemente Luz, nas reportagens em série de Adirson Vasconcellos, nos jornais diários (o Correio Braziliense teve seu primeiro número lançado no dia da inauguração da cidade). Não se pode esquecer aqui um patrimônio: a revista Brasília, editada pela Novacap.</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros cinemas em Brasília foram instalados no cenário de madeiras da Cidade-Livre. Na inauguração da cidade, fizeram espetáculos para o público, nomes como o do maestro Eleazar de Carvalho e o dramaturgo Nelson Rodrigues, convidado presente na inauguração. No Brasília Palace Hotel, ao lado do Palácio da Alvorada, músicos, cineastas e repórteres traziam a sua bossa para a cidade-nua que, inicialmente, causava algum estranhamento, mas logo todos constatavam que estavam na “sua” cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Em junho de 1960, é criada a Fundação Cultural e para sua direção é chamado o poeta Ferreira Gullar. A Fundação, vinculada à Secretaria de Educação e Cultura, tem planos bem estabelecidos por Gullar, que pensou num grande Museu de Arte Popular próximo ao Aeroporto e trouxe para Brasília a escola de samba da Mangueira e o bumba-meu-boi do Seu Teodoro.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade se deixa contaminar pelas primeiras estrelas que chegam aqui: a cantora lírica Diva Pieranti se apresentou no Clube Paranoá, a dançarina Eros Volúsia participou de um desfile de modas no Brasília Palace Hotel e outros artistas como Marlene, Emilinha Borba, Grande Otelo, Ângela Maria, Pixinguinha e Louis Armstrong, estiveram em Brasilia se apresentando em diversas ocasiões.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros marcos: a instalação em 1958 de uma filial da Rádio Nacional. Noutra estação, a Rádio Educadora, o maestro Claudio Santoro tinha um programa de comentários musicais. O primeiro lançamento de livros em 1959, na 1ª Semana de Arte de Brasília, com palestra do professor e ensaísta Alfredo Mesquita, da Escola de Arte Dramática de São Paulo. O Cine Brasília é inaugurado em 22 de abril de 1960, exibindo um título norte-americano. Gil Vicente e Pernambuco de Oliveira estão entre os primeiros dramaturgos montados na cidade. Sylvia Orthoff é uma outra referência: deu aulas no Caseb e fez uma montagem premiada de Morte e Vida Severina, de João Cabral. A autora do Hino Oficial da cidade é a pianista Neuza França, que traz para uma oficina Magdalena Tagliaferro, uma das pianistas brasileiras mais célebres.</p>
<p style="text-align: justify;">A Universidade de Brasília surge em 1962, com um corpo de professores na área da arquitetura, da literatura, do cinema, do teatro e da filosofia, que dificilmente se pode formar nos dias de hoje. Entre os professores fundadores estão Athos Bulcão, Alfredo Ceschiatti, Glênio Bianchetti, José Zanini e Rogério Duprat. Também estão nesse primeiro quadro nomes como os de Nelson Pereira dos Santos, Décio Pignatari, Aracy Amaral, Rubem Valentim e Odette Ernest Dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Professores que virão mais tarde e serão também determinantes da vida cultural da cidade: Paulo Emílio Salles Gomes, Vladimir Carvalho, Jorge Antunes e Rogério Costa Rodrigues. Este último, diria numa frase lapidar que, nos anos 60, “em Brasília bastava abrir uma barraquinha de pipoca que aquilo se constituía num evento’. Espaços como a Escola-Parque da 508 Sul, o Cine-Teatro Cultura, começam a surgir. Artistas que logo sairão de Brasília, com novas idéias e obras: Cildo Meirelles, Guilheme Vaz, Luiz Ácquila e Regina Miranda.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais no final dos anos 60, aparecem grupos musicais, grupos de teatro amador, grupos de escritores e artistas plásticos, trocando idéias, fundando os primeiros ateliês, fazendo experiências mais locais e pontuais, como a experiência de teatro no Colégio Objetivo, com Laís Aderne, as sessões de teatro de segunda-feira, na Martins Pena, organizadas por João Antônio. Grupos alternativos como A Tribo, as bandas de rock Margem e Tellah, e já no final dos anos 70, a Galeria Cabeças, que escancara o charme discreto da cidade com shows e espetáculos ao ar livre, inicialmente nas quadras e praças, depois no Parque da Cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Anos 60, implantação e perplexidade. Anos 70, impossibilidade e viagens. Anos 80, solidão e invenções. Anos 90, afirmação e manutenção. Século 21, primeira década, revelação e expectativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1987, a Unesco concede a Brasília o título de Patrimônio Cultural da Humanidade e em 2008 foi a capital americana da cultura.</p>
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