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	<title>Marina Mara - Sítio oficial &#187; Fernando Teles</title>
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	<description>Literatura, arte, música e muito mais</description>
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		<title>Taguatinga, reduto da poesia no Planalto Central</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 12:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas e Líricas]]></category>
		<category><![CDATA[Correio Braziliense]]></category>
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		<description><![CDATA[O que seria do Rio de Janeiro sem o Samba ou de Recife sem o Frevo? Isso sem falar no Boi Bumbá e no Axé dos nossos baianos. Cada cidade tem a sua particularidade, sua marca que a faz especial a sua maneira. Taguatinga, como não poderia ficar de fora, também tem seus encantos.
A cidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2010%2F05%2F27%2Ftaguatinga-reduto-da-poesia-no-planalto-central%2F&amp;title=Taguatinga%2C%20reduto%20da%20poesia%20no%20Planalto%20Central"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="taguá" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/07/taguá.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-261" title="taguá" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2009/07/taguá.jpg" alt="" width="252" height="179" /></a>O que seria do Rio de Janeiro sem o Samba ou de Recife sem o Frevo? Isso sem falar no Boi Bumbá e no Axé dos nossos baianos. Cada cidade tem a sua particularidade, sua marca que a faz especial a sua maneira. Taguatinga, como não poderia ficar de fora, também tem seus encantos.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade quase foi batizada, a título de homenagem póstuma, de &#8220;Presidente Kennedy&#8221;, mas optou-se pelo topônimo Tupi Guarani “Taguatinga”, surgido da fusão de Tauá + Tinga, que significa “Barro Branco”, característica geológica da região. Em sua criação, alguns tradutores, equivocadamente, traduziram o termo como “Ave Branca” (Igra + Tinga), o que não tardou em se tornar o símbolo da cidade, presente inclusive em sua bandeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Em meio a tantas peculiaridades, talvez a mais marcante seja o fato de Taguatinga ser considerada, por muitos, a cerne da poesia brasiliense. É muito comum encontrarmos poetas recitando suas linhas em bares, em praças acompanhados do violão e principalmente nos saraus que são muito frequentes naquela cidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que a poesia paira no ar de Taguatinga?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Há algumas possíveis definições acerca dessa bruma poética que paira nos ares de “Taguá”. Segundo o Jornalista Zé Carlos, da coluna Fala Zé do Correio Braziliense,  <em>“</em>Taguatinga é originalmente independente de Brasília e, por tanto, desenvolveu também sua independência cultural”. E complementa: “Taguatinga tem origem independente de Brasília, movimentos culturais distintos, ideologias próprias. A função da poesia é tocar, também, os menores-carentes-culturais, por isso o lugar da poesia é na rua, é na nossa comunidade”.</p>
<p style="text-align: justify;">Taguatinga é a melhor opção para os admiradores das artes, pois, regularmente é palco de diferentes saraus como o &#8211; já tradicional &#8211; Tribo das Artes (www.tribodasartes.org.br), o do Sítio<strong> </strong>Geranium (<a href="http://www.sitiogeranium.com.br/">www.sitiogeranium.com.br</a>) e o favorito da galera mais jovem, o Soma Cultural (<a href="http://www.somacultural.com.br/">www.somacultural.com.br</a>) que sempre traz em suas edições a apresentação de bandas alternativas, exposições de arte conceitual, além de muita poesia e gente bonita vinda de todos os cantos do DF. “É notória a presença de pessoas de outras cidades, principalmente do Plano Piloto, nesses eventos. Isso é o que faz de Taguatinga o <em>“point”</em> da poesia do D.F”, comentam Fernando Teles e Rafael Marques, idealizadores do Soma Cultural.</p>
<p style="text-align: justify;">A poesia taguatinguense não tem hora nem local, ela simplesmente surge numa mesa de bar, em shows&#8230; e isso é o que faz de Taguatinga o <em>Monte Parnasus</em> do Planalto Central.</p>
<p style="text-align: justify;">Marina Mara</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2010%2F05%2F27%2Ftaguatinga-reduto-da-poesia-no-planalto-central%2F&amp;title=Taguatinga%2C%20reduto%20da%20poesia%20no%20Planalto%20Central"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p>]]></content:encoded>
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		<title>Assista ao curta-metragem brasiliense sobre O Mito do Calango Voador</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 04:32:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marina Mara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Buriti Filmes]]></category>
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		<category><![CDATA[curta-metragem Brasiliense]]></category>
		<category><![CDATA[curta-metragem sobre cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço Cultural Terra Vermelha]]></category>
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		<category><![CDATA[Marina Mara no cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Tico Magalhães]]></category>

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		<description><![CDATA[Por meio do projeto Oficina Tela Brasil, que pelas capitais do país produziu uma série de curtas-metragens, tive o prazer de compor a equipe que produziu o curta O Mito do Calango Voador Contra a Criatura Comedora de Homens. O projeto conta com o apoio do Ministério da Cultura, Buriti Filmes, Ciarticum e Terra Vermelha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fwww.marinamara.com.br%2F2010%2F01%2F11%2Fo-mito-do-calango-voador-contra-a-criatura-comedora-de-homens%2F&amp;title=Assista%20ao%20curta-metragem%20brasiliense%20sobre%20O%20Mito%20do%20Calango%20Voador"><img src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share"/></a> </p><p style="text-align: justify;"><a class="lightbox" title="Seu Estrelo - Curta" href="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Seu-Estrelo-Curta.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2819" title="Seu Estrelo - Curta" src="http://www.marinamara.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Seu-Estrelo-Curta-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Por meio do projeto <a href="http://www.telabr.com.br">Oficina Tela Brasil</a>, que pelas capitais do país produziu uma série de curtas-metragens, tive o prazer de compor a equipe que produziu o curta <em>O Mito do Calango Voador Contra a Criatura Comedora de Homens</em>. O projeto conta com o apoio do Ministério da Cultura, Buriti Filmes, Ciarticum e <a href="http://www.terravermelha.art.br">Terra Vermelha</a> entre outros parceiros. O filme tem como pano de fundo a valorização do Cerrado contada e cantada pelo grupo <a href="http://www.seuestrelo.art.br/">Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro</a>, que criou o Mito do Calango Voador para ser um identificador cultural de Brasília. Por sua forte atuação no cenário popular da cidade, o Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro  foi premiado pelo Ministério da Cultura em 2007 como grupo de destaque na cultura popular tradicional.</p>
<p style="text-align: justify;">No Curta, por meio dos batuques de Seu Estrelo, é contada a história da Criatura Comedora de Homens, que representa o excesso de cimento e aquecimento em Gaia, nossa mãe-terra do Cerrado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conhecendo o Mito </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Antes mesmo que o povo além-mar chegasse ao Cerrado, os raios de sol penetraram seu solo e plantaram, entre a aurora e o crepúsculo, uma semente bem no bucho da terra. E foi dessa união de astros que nasceu o Calango Voador. Que até os dias atuais dá rasantes por entre os Eixos da nova capital, de asa a asa, de norte a sul.</p>
<p style="text-align: justify;">Certo dia, o bicho de asas, que já nasceu mito, vê sua mãe-terra chorando por perder suas verdes madeixas amputadas à motosserra pelas mãos da Criatura Comedora de Homens que solta fumaça, devora a mata e vomita concreto, sepultando Gaia, Pacha Mamma, a Mãe-natureza, chame como quiser.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas esse Calango, nascido lá pelas bandas do Planalto Central, descobre um poderosos aliado. Seu Estrelo. Gerado em um tronco de árvore, Seu Estrelo, filho de Laiá e do Rio, conhecido como protetor do seco solo do Cerrado, num ato heróico, abre o bucho da terra, mãe do Calango Voador, e lá se planta. E como mágica, faz brotar ali uma árvore de estrelas.</p>
<p style="text-align: justify;">Reza a lenda daquele lugar que quem comer de seu fruto estrelado terá a alma protegida de tudo o que for triste, sem som e sem cor. E a partir de então terá o coração ritmado como zabumba e os olhos brilhantes como estrelas para enxergar além do concreto e do ouro que cega e compra o homem.</p>
<p style="text-align: justify;">Formou-se então um exército de comedores de estrelas. Esses ganharam o poder de perambular, em segurança, pela<em> Criatura Comedora de Homens</em> que já não têm tempo para sonhar, cantar e dançar.  Mas porque esses guerreiros se aproximariam da Criatura cinza? Ecoa no Cerrado que seria para deixá-la menos triste e pintá-la com sete cores e sete notas musicais para que, de forma sutil, os homens reaprendessem a dançar, cantar e sonhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Até hoje, ao entardecer, olhos atentos fitam o céu da cidade em forma de avião, a espera da noite que traz estrelas cadentes que mergulham no Cerrado, dizem que não são astros, mas algum guerreiro que veio se juntar aos comedores de estrelas para combater a Criatura com sua arma mais poderosa – a alegria do som dos tambores que ecoa no peito de seu exército. Alguns desses guerreiros se juntaram aqui no terreiro do Cerrado e trouxeram, como armamento, diferentes sons, cantos e encantos.  E lá, no fuá do terreiro, reverenciando Seu Estrelo, espalham sorrisos brincantes que fazem brotar o verde no Cerrado e a alegria nos corações dos habitantes do Planalto Central.</p>
<p style="text-align: justify;">Dizem que, em algumas noite de lua cheia, o Calango Voador pega carona nos raios lunares e desce até o Cerrado para alegrar os comedores de estrelas com os seus versos ritmados pelo samba pisado. E na última vez que desceu, trazendo uma Caliandra em sua lapela, o Calango Voador fez versos sobre sua nova morada, a Celestina, que não se sabe bem onde fica, mas sabe-se que de lá ele consegue sentir o cheiro da terra molhada do Cerrado quando chove. Os versos eram mais ou menos assim:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os habitantes da Criatura traziam pedras nas mãos </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Assim, os falsos irmãos, pelo meu pecado de cantar</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Vieram a me calar lançando então a primeira </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Mas somente a derradeira que alguém jogou</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Me libertou ao cair sobre minha corrente</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>E como minha mente, um elo se abriu</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>E fugiu minha calanga essência para a Celestina</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Uma cortina entre o Cerrado e o luar</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O meu lar, onde minhas batucadas gorjeiam</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Onde meu olhos chovem e fazem brotar beleza</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>E a mãe natureza me dá colo para nanar</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>De dia me visto de mar, à noite me visto de lua</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Mas prefiro a alma nua, é melhor para voar.</em></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> Por, Marina Mara</p>
<p style="text-align: justify;">[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://www.marinamara.com.br/2010/01/11/o-mito-do-calango-voador-contra-a-criatura-comedora-de-homens/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
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